Petrobras diz que reajuste nos combustíveis foi para evitar desabastecimento

Segundo a empresa, preços do mercado asseguram o funcionamento e o abastecimento do País

Após os reajustes promovidos esta semana nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, a Petrobras publicou neste sábado, 12, dois vídeos em sua página na internet justificando os aumentos. Conforme a estatal, o último reajuste foi necessário para manter o fornecimento por todas as empresas, mitigando riscos de desabastecimento. A empresa diz que não repassou imediatamente a elevação recente nas cotações do petróleo pois “não transmite volatilidade e sabe da importância de contribuir com combustível acessível.”

Na publicação, a companhia alega que seu lucro recorde em 2021 pode parecer alto, mas na verdade não é. Segundo a empresa, o lucro é compatível com o tamanho dos investimentos. A estatal fechou o ano passado com um lucro inédito de R$ 106,7 bilhões. “Você imagina o quanto é necessário de investimentos para produzir o combustível que chega até você. É um investimento bilionário”, diz.

De acordo com a Petrobras, a taxa anual de retorno empregado na operação da companhia em 2021 foi de 8%, ficando, conforme a estatal, “apenas 2% acima do custo da sua dívida, um retorno justo.”

A publicação diz que a empresa é uma das que mais investem no Brasil e que mais da metade do seu caixa retorna para a sociedade através de tributos, participações governamentais e dividendos para os Estados.

Em 2021, a estatal informa que pagou por hora R$ 23 milhões em impostos e tributos, e que gerou cerca de 10 mil empregos para cada R$ 1 bilhão de investimentos em exploração e produção. “Estamos investindo mais de R$ 70 bilhões por ano, estamos beneficiando mais de 4 milhões de pessoas com aquisição de gás de cozinha para famílias vulneráveis.”

Por fim, a companhia afirma que “aqui não existe monopólio e outras empresas, assim como a Petrobras, também produzem e importam combustíveis”. Segundo a empresa, preços do mercado asseguram o funcionamento e o abastecimento do País promovido por diversas empresas.

PLC para compensar aumento da gasolina

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 12, que, para respeitar as obrigações legais da Petrobras, decidiu que não vai interferir nos reajustes dos preços dos combustíveis. Afirmou, no entanto, que o governo, junto com o Congresso Nacional, já está tomando medidas para não repassar para os consumidores toda a defasagem dos preços do petróleo no mercado internacional com os do diesel e gasolina no País.

“Olha só, eu tenho uma política de não interferir, sabendo das obrigações legais da Petrobras. E para mim, particularmente falando, é um lucro absurdo que a Petrobras tem, num momento atípico no mundo. Não é uma questão apenas interna nossa. Então, falar que estou satisfeito com o reajuste, não estou. Mas não vou interferir no mercado”, disse a jornalistas após participar de um evento para “filiação em massa” de pré-candidatos a deputados federais do PL.

Bolsonaro também argumentou que a compensação nos preços dos combustíveis, concedida a partir de um Projeto de Lei Complementar (PLC), ajudará com que nem todo o reajuste concedido pela Petrobras ao diesel nesta semana (um aumento de quase 25%) chegue às bombas de combustíveis. O chefe do Executivo acrescentou que estuda uma medida similar para a gasolina, que poderá chegar ao Legislativo na semana que vem.

“Ontem (sexta) eu sancionei por volta de 23 horas um projeto de lei complementar que, no final das contas, ao invés de R$ 0,90 de reajuste no diesel, passou para R$ 0,30 centavos. É alto? Ainda é alto, mas é, vamos assim dizer, é possível até você suportar isso daí porque a crise é mundial”, disse.

O presidente agradeceu ao Senado e à Câmara por terem aprovado o PLC e calculou que, com a medida, o governo federal vai deixar de receber R$ 0,33 por litro de diesel do PIS/Cofins, enquanto os Estados deixaram de arrecadar R$ 0,27. “É o que nós podemos fazer”, afirmou, dizendo que a medida ainda não é suficiente para diminuir de forma substancial o impacto nos preços.

De acordo com o chefe do Executivo, estava previsto fazer “algo semelhante” com a gasolina. “O Senado resolveu mudar na última hora. Caso contrário, nós teríamos também um desconto na gasolina, que está bastante alto. Se bem que é no mundo todo (a alta). Mas, se nós podemos melhorar isso aqui, não podemos nos escusar e nos acomodar. Se pudermos diminuir aqui, faremos isso”, garantiu.

Com essa manobra do Senado, Bolsonaro disse estudar a possibilidade de enviar um projeto de lei complementar com pedido de urgência para o Congresso para que uma ação semelhante seja feita com a gasolina. Ele lembrou ainda que o governo zerou, até o final deste ano, os impostos federais do gás de cozinha.

Com informações de Estadão Conteúdo

Imagem: ShutterStock

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