Grupo Soma desiste de investimento em marca de produtos esportivos Lauf

Companhia diz que vai focar em seus principais ativos, deixando de lado investimentos de "menor representaividade"

O Grupo Soma informou nesta sexta-feira, 29, que rescindiu o acordo de investimentos assinado com a marca de produtos esportivos Lauf. Segundo a empresa, a companhia vai focar em seus principais ativos, deixando de lado investimentos de “menor representaividade”.

De acordo com o comunicado, com o encerramento do acordo, a Soma fará jus ao ressarcimento parcial já realizado e não terá mais nenhuma obrigação em relação à marca.

O Grupo Soma, dono das marcas Farm e Animale, vem se tornando uma espécie de força de consolidação no mercado de varejo tradicional.

Seu movimento mais conhecido foi a compra da Hering, por mais de R$ 5 bilhões, em um movimento rápido e surpreendente que tirou a favorita para comprar a tradicional confecção, a Arezzo, da jogada.

Em março do ano passado, o Soma anunciou a criação do braço de investimentos Soma Ventures e o seu primeiro aporte na Lauf.

O objetivo era funcionar como uma aceleradora de marcas e startups, mapeando e captando oportunidades no mercado, com foco em marcas de moda e empresas inovadoras em estágio inicial e com grande potencial de crescimento.

A Lauf foi criada em 2010 e era a primeira marca no segmento fitness do Grupo Soma.

Origem do Grupo Soma

O Grupo Soma teve origem na fusão da Animale e da Farm, ocorrida em 2010. O Soma já tinha certa musculatura no Brasil, eram 264 lojas ao fim de 2020 e mais de 5,3 mil funcionários  País. Após realizar sua estreia na Bolsa, em julho de 2020, em operação que captou R$ 1 bilhão, o Grupo Soma focou em um plano de expansão e digitalização, sempre com foco em marcas premium.

A composição acionária do Soma é pulverizada entre o presidente Roberto Jatahy (fundador da Animale) tem 16% e é o maior acionista. Todos os proprietários de negócios que foram adquiridos ao longo do caminho também mantiveram alguma participação: Cris Barros e Nati Vozza, por exemplo, têm hoje 1,56% e 0,87%, respectivamente. A fatia em negociação no mercado equivale a 37% do negócio. Com o acordo com a Hering, haverá nova diluição entre os acionistas principais.

Conhecida por suas aquisições, a companhia tem hoje nove marcas: Animale, Farm, Fábula, A. Brand, Foxton, Cris Barros, Off Premium, Maria Filó e ByNV – esta última adquirida após o IPO, por conta de sua forte presença digital. Nada, porém, que se compare ao negócio gigante, fechado em uma negociação de apenas três dias com a família Hering.

Com informações de Estadão Conteúdo (Luísa Laval)
Imagem: Divulgação

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