O secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco, disse nesta segunda-feira, 22, que a prioridade do governo agora é conscientizar atletas — especialmente os mais jovens — sobre os riscos e as consequências legais do envolvimento com o universo das bets, em meio ao avanço de casos de manipulação de resultados no País.
Segundo Rocco, a preocupação aumenta porque tem aparecido muita manipulação de resultados em categoria de base, justamente em um ambiente que, por lei, não deveria sequer ser alvo de oferta de apostas.
Para o secretário, o enfrentamento passa por duas frentes: repressão e educação.
“Uma frente é reprimir, e a outra frente que é educar para não precisar punir”, disse ele, em participação na manhã desta segunda-feira da 4ª edição do seminário “O Futuro das Apostas no Brasil”, organizado pelo escritório Pinheiro Neto Advogados, em São Paulo.
Atletas e publicidades para bets
No centro dessa estratégia, de acordo com o secretário, está a ideia de que o atleta precisa compreender que não pode se vincular ao mercado de apostas – o que, no entendimento dele, inclui também relações de publicidade e presença nas plataformas. “Olha, atleta, você sabe que você não pode ter cadastro numa casa de apostas”, afirmou, ao mencionar uma campanha de conscientização e a preparação de novas peças voltadas diretamente aos jogadores.
Rocco defende uma força-tarefa com federações esportivas para orientar atletas e familiares e reforçar o bloqueio de perfis de pessoas diretamente ligadas à competição.
Ele cita a criação do conceito de “pessoa desportivamente exposta (PED)” como ferramenta para proteger a integridade do esporte: “é o atleta”, resumiu, ao explicar que o objetivo é impedir que quem participa do jogo esteja, ao mesmo tempo, inserido no ecossistema das apostas.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Francisco Carlos de Assis).
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