As vendas online no Brasil cresceram 9% em 2025, aponta estudo global da NielsenIQ, com a alta nos canais digitais chegando a 34% nas categorias de Bens de Consumo de Giro Rápido (FMCG, na sigla em inglês). Com esse resultado, o País lidera o avanço do e-commerce na América Latina, seguido pelo México.
A América Latina respondeu por US$ 8 bilhões em vendas online em 2025, com o Brasil responsável por US$ 3,8 bilhões desse total, o equivalente a 43% das vendas no canal no continente. O México aparece na sequência, com US$ 2,7 bilhões (31%), como segundo maior mercado em valor de vendas.
Além de liderar em participação, o Brasil também apresentou o maior crescimento do mercado no continente. Na comparação com 2024, as vendas em plataformas online avançaram 49% no País, acima do México (35%) e da Argentina (28%), segundo o levantamento.
Os brasileiros realizaram 25% das compras do dia a dia por meio de plataformas online em 2025, segundo o estudo. O percentual ficou abaixo do registrado no Chile e no México, que alcançaram 27,2% e 29,4%, respectivamente.
Na América Latina, três modalidades de compras online ganharam destaque em 2025: social commerce, com vendas realizadas pelas redes sociais; live commerce, por transmissões ao vivo; e quick commerce, com entregas ultrarrápidas. No período, 56% dos consumidores afirmaram ter comprado diretamente por alguma rede social.
Em 2025, foram realizadas mais de 40 mil livestreams, que somaram 700 milhões de visualizações. Já o quick commerce foi utilizado por 51% dos latino-americanos, enquanto 66% dos consumidores afirmaram que entregas em até 30 minutos influenciam a decisão de realizar mais compras em uma plataforma.
Categorias
Na análise por categorias, alimentos aparece como a principal cesta para a maior parte dos varejistas digitais da América Latina. No Brasil, porém, higiene e beleza é a categoria que mais cresce e representa 63% do e-commerce brasileiro.
No México, alimentos lidera, com participação de 37%. O mesmo cenário é observado no Chile, na Colômbia e na Argentina, onde a categoria responde por 73%, 46% e 55% das vendas online, respectivamente.
Tendência mundial
O estudo apontou que 55% dos consumidores americanos já realizam compras em lojas hospedadas em redes sociais. O formato tem ganhado espaço no comércio digital, especialmente nas categorias de beleza e saúde. A empresa chinesa aparece na sétima posição entre as maiores varejistas de produtos dessas categorias nos Estados Unidos e ocupa a 26ª colocação em alimentos.
O impacto é ainda maior entre a geração Z: 77% desse público realiza compras exclusivamente em lojas digitais de redes sociais. Na pesquisa, 53% dos integrantes da geração afirmaram já ter utilizado o botão de compra disponível nessas plataformas.
A Inteligência Artificial e o uso de dados também ganham espaço nas compras digitais. Mais da metade dos consumidores (51%) demonstra interesse em utilizar recursos de IA para auxiliar na gestão das compras domésticas no futuro.
O levantamento aponta ainda que 84% comprariam um produto caso o varejista oferecesse, em sua plataforma online, ferramentas para comparar atributos de itens semelhantes. Outros 65% consideram úteis recomendações baseadas em compras anteriores ou preferências de consumo.
O uso de Inteligência Artificial para diferentes finalidades também ganhou destaque no levantamento. Questionados sobre a utilização da tecnologia em outubro de 2025, 68% dos consumidores afirmaram ter usado IAs generativas, sendo que 18% disseram recorrer a essas ferramentas diariamente.
No contexto das compras, a IA é usada principalmente para pesquisas, apontadas por 33% dos entrevistados. Outros 21% afirmaram buscar recomendações em modelos de linguagem, enquanto 11% já realizam compras diretamente por meio de ferramentas de IA.
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