Leite, ovos e margarina lideram entre produtos em falta nos supermercados brasileiros

Levantamento indica que índice de ruptura ficou em 11,08% no mês de julho

Está na hora de olhar o copo meio cheio no varejo

O leite, ovos e margarina estão entre os produtos com maior taxa de ruptura nas gôndolas nos supermercados no mês de julho. Segundo levantamento feito pela Neogrid, empresa especializada na sincronização da cadeia de suprimentos, o índice de ruptura ficou em 11,08% no mês. Ou seja, se alguém for a um supermercado para comprar 100 produtos, em média, ele não vai achar 11.

Uma série de fatores, que vão desde problemas climáticos até a falta de matéria-prima, influenciam essa estatística. “Em edições anteriores, percebemos que o brasileiro buscava itens mais em conta para sua lista de compras. Era o caso, por exemplo, do ovo que, de certa forma, servia como opção à carne bovina. Hoje, vemos que mesmo esse tipo de produtos substituto começa a aparecer no índice de ruptura nacional”, afirma Robson Munhoz, CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid.

Segundo o ranking, os dez produtos que mais faltaram nas gôndolas para o consumidor foram: leite longa vida (20%), bebidas à base de soja (19%), proteína de soja (18%), ovos de aves (17%), margarina (13%), açúcar (12%), massa (12%), leite em pó (11%), requeijão (11%) e conhaque (11%).

Destaques recorrentes

Ovos de aves, margarina e leite longa vida são produtos que têm aparecido com uma certa recorrência como destaques negativos no índice de ruptura. No levantamento passado, por exemplo, os ovos tiveram o 5º maior índice. Neste, aparecem na quarta posição.

Com uma porcentagem parecida nos dois períodos analisados, crescimento de apenas 0,37% em julho, a margarina se manteve no meio da tabela. Já o leite foi o produto que mais sofreu com a ruptura nas duas edições, 21% e 20%, respectivamente.

“Oferecer o melhor mix de produtos possível disponível na hora, lugar e quantidade certos é essencial para todo e qualquer estabelecimento. Para alcançar esse objetivo, a tecnologia se faz uma aliada estratégica para dar a visibilidade essencial para toda a cadeia de suprimentos, atendendo o varejo no ritmo que ele exige”, diz Munhoz.

 

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