Ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa informou na sexta-feira, 21, que retornou ao Brasil da viagem que havia feito aos Estados Unidos e prometeu colaborar com as investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master.
Costa foi afastado do cargo pela Justiça no âmbito da Operação Compliance Zero, que levou o presidente do Master, Daniel Vorcaro, à prisão na terça-feira, 18.
Em nota, Costa disse reconhecer a importância das apurações e garantiu ter sempre atuado nos melhores interesses do BRB, “seguindo os padrões do mercado”.
Ele acrescentou que fornecerá informações e esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos, mas que não vai comentar os detalhes do processo. “Confio que a apuração trará os devidos esclarecimentos à sociedade”, ressaltou.
Inicialmente, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, indicou Celso Eloi para substituir Costa, mas depois voltou atrás e nomeou o ex-presidente da Caixa Nelson Antônio de Souza.
Instituição detalha fundamentos da solidez financeira
O banco afirmou, por meio de nota, que permanece “sólido” e atuou para substituir carteiras de crédito relativas ao Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
Uma investigação da PF e do Ministério Público Federal detectou indícios de que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e entregou documentos falsos para tentar justificar o negócio. O montante teria sido transferido do BRB ao Master entre janeiro e maio deste ano, segundo a apuração.
“Dos R$ 12,76 bilhões divulgados pela imprensa, e referentes à exposição bruta de carteiras com documentação fora do padrão exigido, mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos, e o restante não constitui exposição direta ao Banco Master”, diz o banco público do Distrito Federal, em nota.
Segundo o BRB, todo o processo de substituição de carteiras e de adição de garantias foi reportado e acompanhado pelo BC. A instituição destaca que atua como credora na liquidação extrajudicial do Master e afirma que reforçou seus controles internos. “As carteiras atuais seguem padrão adequado, e o banco permanece sólido e colaborando com as autoridades.”
O banco do DF informou que detém mais de R$ 80 bilhões em ativos e mais de R$ 60 bilhões em carteira de crédito.
Com informação do Estadão de Conteúdo(André Marinho).
Imagem: Agência Brasil
