O Natal deve movimentar mais de R$ 72 bilhões no comércio varejista, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), um montante cerca de cinco vezes superior ao registrado na Black Friday deste ano, que movimentou R$ 4,76 bilhões, alta de 11,2% em relação a 2024, de acordo com a Confi Neotrust.
O desempenho de novembro reforça a leitura de especialistas de que a Black Friday deixou de ser um evento isolado e passou a funcionar como um trampolim estratégico para um dezembro mais robusto, oferecendo insumos imediatos para ajustes de mix, estoque e campanhas natalinas.
“Usar a Black Friday como radar de demanda para o Natal significa transformar aquilo que apresenta melhor desempenho em insumo imediato para ajustes de mix, estoque e campanhas de dezembro. Acelerar o retorno do cliente por meio de um pós-venda ágil e de ofertas alinhadas ao seu comportamento de compra aumenta significativamente a probabilidade de recompra nas semanas seguintes. Por fim, antecipar o clima de Natal já durante a própria Black Friday, com bundles e mensagens como ‘compra agora, presenteia depois’, contribui para conectar as duas datas e reduzir riscos de ruptura no período de maior pico”, destaca Rodrigo Murta, CEO e criador do Looqbox.
“Da mesma forma, corrigir rapidamente os gargalos revelados pelo volume de novembro é determinante. A Black Friday costuma expor fragilidades operacionais, como prazos, processos de separação, filas de picking e desafios na última milha. Ajustar esses pontos antes do Natal evita que os problemas se repitam em um novo pico sazonal, período em que muitas empresas conseguem concentrar, em uma ou duas semanas, o equivalente a um mês inteiro de vendas em épocas de baixa demanda”, afirma Marcoccia.
Com perspectivas otimistas para o e-commerce e consumidores já engajados pelas compras de fim de ano, especialistas avaliam que o varejo tem agora uma janela real para transformar o impulso da Black Friday em crescimento consistente ao longo de dezembro.
Imagem: Shutterstock














