2026: a chegada do agentic commerce

Depois de anos em que chatbots e IAs generativas se dedicaram a responder dúvidas e sugerir produtos, 2026 marca uma virada: entramos na era do agentic commerce. Mas o que isso significa, na prática, e por que isso muda radicalmente o varejo?

O que é agentic commerce?

A diferença está entre falar e fazer. Enquanto chatbots conversam e sugerem, os agentes autônomos executam.

No modelo tradicional, o consumidor navega em sites, aplica filtros, compara preços e lê avaliações. Já no agentic commerce, o usuário atua como “diretor”, e a IA, como “assistente de compras”. Basta um comando: “compre um tênis de corrida preto, confortável, abaixo de R$ 500, com entrega para amanhã.”

A partir daí, a IA assume todo o processo, da busca à transação, sem que o cliente precise clicar em nada. É o conceito de zero-click commerce.

Onde a IA elimina atritos na jornada

Os agentes autônomos reduzem tempo e esforço em três etapas críticas:

O desafio agora é claro: não basta vender bem para humanos, é preciso ser atraente também para algoritmos.

Como vender para agentes de IA

Se o “cliente” é um robô, sua loja precisa falar a língua dele. E isso exige novas práticas:

O papel humano

Com robôs comprando e vendendo, o humano se torna o diferencial de luxo. A automação resolve a transação; o relacionamento e a curadoria emocional ficam com pessoas e CRMs inteligentes.

Tudo isso pode parecer distante, não aderente ao mercado brasileiro e suas multiplas realidades, pouco acessível, mas não é. É real, é atual e transformará a jornada de compra muito em breve. Quem não entender, não se preparar ou não se adaptar vai perder o cliente.

Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Imagem: Envato

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