Reunir amigos e familiares para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2026 segue como tradição entre os brasileiros, mas o custo da celebração ficou mais alto em comparação ao último mundial, realizado em 2022. Entre os itens mais impactados, o carvão registra alta de 26,1%, seguido pelas carnes bovinas, com aumento acumulado de 21,4% no período, em relação à Copa de 2022.
O levantamento foi realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e mostra a variação de preços de produtos que costumam compor essa celebração, como carvão, carnes, bebidas, petiscos e televisores. Dentro da categoria de carnes, os cortes nobres tiveram elevações mais moderadas, como a picanha (8,5%) e o filé mignon (9,5%). Já as carnes suínas acumulam alta de 11,7%.
“A combinação de menor oferta no campo com o aumento da demanda, impulsionado tanto pela Copa quanto pelas exportações, deve sustentar os preços nos níveis atuais. Desde a última Copa, em dezembro de 2022, o comportamento dos preços das carnes mudou bastante. A carne bovina acumula alta média de 21,4% nesse período, sendo este item o que mais contribuirá para aumentos dos gastos dos torcedores”, afirma o pesquisador Guilherme Moreira.
Na parte das bebidas, os refrigerantes lideram as altas, com avanço de 22,9% desde o último Mundial. Em seguida, aparecem o vinho, com aumento de 15,5%, e a cerveja, que acumula alta de 14,2%. Para os fãs de caipirinha, a escolha do destilado também pesa no bolso. O preço da aguardente subiu 29,1% no período. No outro extremo, a vodca apresentou deflação de 9,2%.
Na mesa de petiscos, o cenário é mais equilibrado, com a salsicha ficando 9,1% mais barata, enquanto o salame apresentou queda de 6,7%. Entre os itens com aumento de preços, os salgadinhos lideram, com alta de 14%, seguidos pelo presunto (12,2%) e pela muçarela (9,7%). Os artigos para festa também ficaram mais caros, com avanço médio de 2,1% entre as duas edições da Copa.
Já quem pretende aproveitar o torneio para trocar os eletroeletrônicos terá de desembolsar mais: os televisores acumulam alta de 6,2% desde 2022.
Imagem: Envato















