O Ministério da Fazenda informou nesta sexta-feira, 29, que o saldo de operações garantidas pela União chegou a R$ 336,81 bilhões no primeiro quadrimestre, sendo R$ 164,69 bilhões em operações de crédito internas e R$ 172,12 bilhões em operações de crédito externas.
Entre os credores, os bancos federais (BB, BNDES e Caixa) concentram 93,5% (R$ 153,90 bilhões) das operações de crédito internas e os organismos multilaterais (Bird, BID, CAF, entre outros) respondem por 95,5% (R$ 164,39 bilhões) das operações de crédito externas.
Entre os mutuários, o Estado de São Paulo possui o maior saldo devedor em operações de crédito garantidas, com 10,9% do total (R$ 36,87 bilhões), seguido pelo Estado do Rio de Janeiro com 7,7% do total (R$ 25,98 bilhões).
No primeiro quadrimestre de 2026 foram assinadas 45 novas operações de crédito garantidas (26 com municípios e 19 com Estados), sendo 44 contratos de garantia internos e 1 contrato de garantia externo.
No acumulado do ano, o Tesouro Nacional honrou R$ 1,37 bilhão em dívidas garantidas dos Estados do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, do Rio Grande do Norte e do Amapá, além dos municípios de Iguatu/CE, Guanambi/BA, Paranã/TO e Santanópolis/BA.
No total, desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 87,89 bilhões com o objetivo de honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios.
Contas públicas
Com arrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passado.

Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo.
As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira, 29, pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no País). Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Mateus Maia).
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