A Petrobras informou que o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras foi reduzido em 9,4% desde quinta-feira, dia 1º, ou menos R$ 0,34/litro em relação ao preço do mês anterior. Desde dezembro de 2022, o combustível vendido pela estatal acumula queda de 35,2%, equivalente a um decréscimo de R$ 1,79/litro, disse a Petrobras em nota nesta sexta-feira, 2.
A queda do QAV acompanha o declínio do preço do petróleo do tipo Brent, que nesta sexta-feira registrava oscilação negativa de 0,56%, cotado a US$ 60,31/l, por volta das 11h45.
A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.
Fim da greve dos petroleiros
Após cerca de quatro meses de negociações, os petroleiros encerraram a greve na Petrobras com a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027. Segundo a estatal, as paralisações não trouxeram impacto à produção nem ao abastecimento. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi a última a assinar o acordo, que teve quatro versões.
Depois de oferecer inicialmente reajuste salarial de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 e 100% do INPC em 2026, na quarta contraproposta a empresa evoluiu para 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passado mais 0,5% de aumento real.
“Essa greve arrancou resultados vitoriosos na luta contra a Petrobras, que manteve uma postura intransigente e omissa. E o recado é claro à direção da empresa: daqui a quatro meses queremos um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que atenda a categoria”, disse em nota o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Denise Luna).
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