Direto do Sudeste Asiático, a rede especializada em chá e sorvetes Ai-Cha desembarcou no Brasil com sua primeira unidade nas Américas e já tem planos ambiciosos para este ano. A meta é alcançar 150 lojas apenas no Estado de São Paulo, entre capital e interior. Com essa expansão agressiva, a marca projeta atingir um faturamento de R$ 300 milhões no ano, considerando todas as unidades em operação.
A Mercado&Consumo visitou a primeira loja da Ai-Cha no Brasil, que abriu as portas no dia 20 de fevereiro, e conversou com os porta-vozes da marca para entender a estratégia por trás da chegada da rede ao País. Em apenas seis dias de operação, a unidade recebeu cerca de 1.100 clientes, registrando um faturamento de R$ 25 mil. A expectativa da Ai-Cha é elevar esse volume entre 15% e 20% mês a mês.
A Ai-Cha já conta com forte presença na África e na Ásia, em países como Egito, África do Sul, Tailândia, Filipinas e Indonésia, seu país de origem, entre outros mercados. A entrada no continente americano acontece com essa primeira loja no Brasil, mas a rede já tem inaugurações programadas na Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Equador, Colômbia, Uruguai e Paraguai. A rede ainda não está presente na Europa.
“Uma característica interessante é que a Ai-Cha não entra nos países com um máster franqueado. A marca vem com equipe própria, equipe local. Toda a equipe aqui do Brasil é formada por funcionários da Ai-Cha. Na Argentina também serão funcionários da Ai-Cha”, afirma Danilo Giannini Soares, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Ai-Cha Brasil.
A expansão da rede no Brasil e nos demais países da América será feita exclusivamente por meio do modelo de franquias. A flagship da Liberdade, em São Paulo, com 68 m², será a única loja própria da rede na região. A Ai-Cha irá operar tanto no formato de lojas tradicionais quanto no modelo de quiosques em shoppings.
Entrada no delivery e controle de qualidade
A rede também estuda a entrada no delivery, mas, de acordo com Soares, há uma série de desafios logísticos relacionados ao tipo de produto que a marca oferece.
“A gente tem o produto e não pode perder a qualidade. Então, o estudo é entender qual é o raio de atendimento possível e até onde conseguimos operar para que o produto chegue ao consumidor final sem perder qualidade. Tudo isso está sendo analisado”, acrescenta.
A Ai-Cha avalia iniciar os testes com entregas em um raio de até 2 km, com tempo médio de deslocamento de cinco minutos. A ideia é, a partir disso, entrar de forma mais estruturada nas plataformas de delivery.
Segundo Matheus Martins Diniz, head de Marketing e Comunicação da companhia no País, todo esse cuidado com a logística do delivery está ligado à base dos chás oferecidos pela marca, que pode sofrer alterações de sabor se não for consumida dentro de um determinado período.
“A base do nosso chá é o chá verde. Todos os chás que vêm depois são derivados do chá verde oxidado. Ele tem um período ideal de consumo de, no máximo, meia hora. Passado esse tempo, o sabor já não é o mesmo. A oxidação remete ao amargor. Quanto mais oxidado, mais amargo ele fica. Se ele entra em contato com outros líquidos, o processo de oxidação continua, e o chá vai ficando mais amargo”, explica Diniz.
CD no Brasil
Com a chegada ao Brasil, o plano inicial da Ai-Cha previa que todos os insumos fossem importados, mas, após estudos, concluiu-se que essa não seria a melhor opção. Agora, a rede planeja inaugurar, em até seis meses, seu primeiro centro de distribuição no País.
“Quer dizer que em seis meses a gente vai ter um CD? Não. Mas a gente já está avaliando locais e empresas para nos apoiar nesse tipo de logística”, destaca Diniz.
Imagens: Mercado&Consumo














