A Intel anunciou nesta quarta-feira, 1, que vai desembolsar US$ 14,2 bilhões para recomprar a fatia de 49% de sua fábrica na Irlanda que havia sido vendida à Apollo Global Management. Com a operação, a companhia retoma o controle integral da unidade em Leixlip, nos arredores de Dublin.
A venda de uma fatia da fábrica para a Apollo ocorreu em 2024, por US$ 11,2 bilhões. À época, a Intel enfrentava dificuldades financeiras, e a entrada de capital ajudou a viabilizar seus planos de expansão industrial na Europa e nos Estados Unidos.
A Intel também informou que planeja financiar a recompra por meio de caixa disponível e aproximadamente US$ 6,5 bilhões em nova emissão de dívida. A empresa afirmou que continuará a liquidar vencimentos de dívidas conforme vencerem em 2026 e 2027.
“Nosso acordo de 2024 foi a estrutura certa no momento certo e proporcionou à Intel flexibilidade significativa”, disse David Zinsner, CFO da Intel. “Hoje, temos um balanço patrimonial mais forte, disciplina financeira aprimorada e uma estratégia de negócios evoluída.”
Segundo a empresa, a Fab 34 é uma unidade de produção de semicondutores em alto volume, e sua recompra reforça o papel da instalação como peça central na rede global de manufatura e no roteiro de produtos da Intel.
Malásia
A Intel anunciou um novo aporte superior a US$ 200 milhões na Malásia, ampliando o papel do país como centro de montagem e testes de semicondutores da companhia. Segundo o primeiro-ministro Anwar Ibrahim, o compromisso foi formalizado durante encontro com o CEO da fabricante, Lip-Bu Tan, e divulgado no Facebook do líder malaio.
Anwar afirmou ainda que a unidade avançada da Intel em Penang está praticamente concluída, com 99% das obras finalizadas. O complexo recebeu um aporte inicial de US$ 7 bilhões em 2021 e é visto como peça-chave na estratégia regional da empresa.
A decisão reforça a posição da Malásia como um dos polos globais do setor. O país, que responde por cerca de 13% do mercado mundial de montagem, testes e encapsulamento de chips, tenta ampliar sua presença nas etapas mais sofisticadas da cadeia de semicondutores e atrair projetos de maior valor agregado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Darlan de Azevedo).
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