A Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 2, uma iniciativa para potencializar a adoção de Inteligência Artificial por seus clientes. A companhia criou uma nova unidade operacional, a Microsoft Frontier Company, na qual pretende investir US$ 2,5 bilhões e alocar 6 mil especialistas em indústria e engenharia.
Esses profissionais trabalharão junto aos clientes para cocriar, inovar em conjunto, implementar e melhorar continuamente sistemas de IA em escala com base em resultados de negócios mensuráveis, informou a empresa em comunicado.
A empresa anunciou que o presidente da MFC será o brasileiro Rodrigo Kede Lima. “Rodrigo traz 30 anos de experiência no setor e, nos últimos seis anos na Microsoft, liderou transformações em escala empresarial como líder de vendas nas Américas e na Ásia”, informou a companhia.
A Microsoft disse que resultados iniciais demonstram um impacto significativo da iniciativa. “Nossos engenheiros e especialistas do setor trabalharam com a Bolsa de Valores de Londres ( LSEG – London Stock Exchange Group) para incorporar IA ao LSEG Workspace, ajudando profissionais de finanças a fazer perguntas complexas e obter respostas rápidas em conteúdos financeiros estruturados e não estruturados”, informou a companhia.
Apesar da intenção de aprofundar a relação com seus clientes, a Microsoft disse que sua abordagem levará em conta um princípio inegociável em que os dados, a propriedade intelectual e a vantagem competitiva do cliente não serão usados para treinar modelos de forma que aquilo que os diferencia em seu setor se torne uma commodity.
Chip de IA
A Microsoft anunciou um novo chip próprio de Inteligência Artificial (IA), o Maia 200, em um movimento que intensifica a disputa com soluções desenvolvidas por Amazon e Alphabet, controladora do Google. Segundo a empresa, o chip foi projetado para tornar mais barata e eficiente a etapa de inferência – quando modelos de IA já treinados são usados para gerar respostas, textos ou previsões em aplicações do dia a dia.
Produzido com tecnologia da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), o Maia 200 foi desenhado para processar grandes volumes de dados com rapidez e menor consumo de energia.
O Maia 200 passa a integrar a infraestrutura de IA da companhia e deve ser usado em diversos modelos, incluindo as versões mais recentes do GPT-5.2, da OpenAI. A tecnologia reforça serviços como o Microsoft Foundry e o Microsoft 365 Copilot. Segundo a empresa, o chip também será empregado em projetos internos voltados à geração de dados sintéticos e ao aprimoramento de novos modelos.
O novo processador já está em operação em um data center nos Estados Unidos. O Maia 200 é integrado à plataforma de computação em nuvem Azure, e a Microsoft iniciou a prévia de um conjunto de ferramentas para desenvolvedores, facilitando o uso do chip em diferentes aplicações e ambientes.
A Amazon e a Alphabet estão entre os principais compradores da Nvidia e também buscam desenvolver seus próprios chips, mas, segundo analistas de Wall Street consultados pela Reuters, a Microsoft se diferencia ao lançar um conjunto de ferramentas de software que compete diretamente com a gigante de semicondutores.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Patricia Lara).
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