O Brasil produziu 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em novembro de 2025, uma alta de 14,4% em relação há um ano, porém queda de 6,36% em relação a outubro, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira, 5.
Se levado em conta apenas o petróleo, foram produzidos 3,773 milhões de barris por dia (bpd), alta de 13,9% comparado a novembro de 2024, e queda de 6,39% em relação ao mês anterior.
A produção de gás natural também evoluiu em relação há um ano, em 15,7%, para 182,5 milhões de metros cúbicos diários (m3/d), mas caiu 6,27% contra outubro do ano passado.
A região do pré-sal foi responsável por 79,5% da produção total, ou 3,913 milhões de boed, sendo 3,024 milhões de bpd de petróleo e 141,2 milhões de m3/d de gás natural. Em relação a outubro, a produção de óleo recuou 8,60% e a de gás natural caiu 8,10%.
A Petrobras também apresentou evolução em relação há um ano, com a produção total atingindo 2,989 milhões de boed, sendo 2,292 milhões de bpd de petróleo e 110,8 milhões de m3/d de gás natural, altas 14,2% e 11,5% respectivamente, ante novembro de 2024.
Em relação a outubro, a produção total da estatal caiu 8,5%, enquanto a produção de petróleo reduziu 8,6% e a de gás natural recuou 8,2%, por conta de paradas de unidades para manutenção.
Fim da greve dos petroleiros
Após cerca de quatro meses de negociações, os petroleiros encerraram a greve na Petrobras com a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027. Segundo a estatal, as paralisações não trouxeram impacto à produção nem ao abastecimento. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi a última a assinar o acordo, que teve quatro versões.
Depois de oferecer inicialmente reajuste salarial de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 e 100% do INPC em 2026, na quarta contraproposta a empresa evoluiu para 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano passado mais 0,5% de aumento real.
“Essa greve arrancou resultados vitoriosos na luta contra a Petrobras, que manteve uma postura intransigente e omissa. E o recado é claro à direção da empresa: daqui a quatro meses queremos um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que atenda a categoria”, disse em nota o secretário-geral da FNP, Adaedson Costa.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Denise Luna).
Imagem: Shutterstock















