Temu, Shopee e Shein ganharam espaço de forma acelerada nos celulares dos consumidores e passaram a disputar diretamente a atenção com marketplaces já consolidados, como Mercado Livre, Amazon e Magalu. O avanço dessas empresas é apontado pelo estudo Top Apps Brasil 2025, da RankMyApp, que analisou os aplicativos mais baixados no país a partir de dados da Google Play Store e da Apple App Store.
Na categoria Compras, o Mercado Livre mantém a primeira posição, mas vê a diferença diminuir. No Android, lidera com 17.720 pontos, mas é seguido de perto por Temu (17.706), Shopee (17.649) e Shein (16.877). No iOS, o cenário é ainda mais favorável às plataformas orientais: Mercado Livre lidera com 17.651, mas Temu aparece com 17.512, praticamente empatado, e Shopee vem logo atrás com 17.493.
A pesquisa indica que o crescimento dessas plataformas está ligado à combinação de preços agressivos, experiências gamificadas, uso intensivo de dados e maior aceitação do consumidor a prazos de entrega mais longos em troca de descontos.
“Essas empresas entenderam profundamente o comportamento do consumidor brasileiro. Elas usam dados em larga escala para segmentar audiências, testar mensagens em ciclos rápidos e ajustar ofertas em tempo real. Essa capacidade de leitura e resposta coloca Shopee, Shein e Temu em uma posição muito competitiva na disputa pela atenção e pela recorrência de compra”, afirma Leandro Scalise, CEO da RankMyApp.
Apps próprios ganham espaço no ranking
Em Gastronomia e Bebidas, o iFood mantém liderança ampla nas duas plataformas. No iOS, o aplicativo registra 18.120 em pontuação, seguido por McDonald’s (17.564) e Zé Delivery (17.395). Já no Android, a liderança se repete com iFood (18.129 pts), enquanto Zé Delivery aparece em segundo lugar (17.522) e McDonald’s em terceiro (17.375).
O ranking também destaca a presença de redes de fast-food com aplicativos próprios no top 10. Burger King (17.112 no iOS e 17.247 no Android), Food To Save (16.362 no iOS e 16.413 no Android) e Habib’s (15.861 no iOS e 15.243 no Android) demonstram que grandes marcas têm investido em canais diretos de relacionamento com o consumidor, buscando reduzir dependência de agregadores e aumentar margens.
Já na categoria Finanças, os bancos digitais seguem dominando o topo. Nubank e Mercado Pago lideram os rankings, enquanto instituições tradicionais como Itaú, Inter, Caixa e Santander aparecem em posições intermediárias.
“As fintechs entenderam que o consumidor brasileiro busca praticidade, transparência e taxas competitivas. Elas construíram experiências digitais nativas, sem o peso de infraestruturas bancárias tradicionais, e isso se reflete na preferência do usuário”, destaca Scalise.
Imagem: Envato















