O varejo brasileiro projeta um faturamento de R$ 15,1 bilhões no Dia das Mães de 2026, considerando segmentos como vestuário, drogarias, artigos para o lar, eletrodomésticos e livrarias, de acordo com dados do relatório de inteligência estratégica elaborado pelo Ibevar/FIA Business School.
O montante representa um crescimento nominal de 5% em relação ao ano anterior (menos de 1% em termos reais), configurando uma expansão fraca, reflexo da pressão dos juros elevados e do endividamento das famílias. O protagonista do período continuará sendo o ambiente digital, com o e-commerce projetado para movimentar R$ 11,2 bilhões. O ticket médio desse canal será de pouco mais de R$ 590, bem acima do varejo como um todo (R$ 375).
“O uso do Pix não é mais apenas uma conveniência. O recurso disparou como uma ferramenta vital de pagamentos. Se de um lado o Pix facilita e estimula as compras, de outro as restrições impostas pela renda disponível (49,9% da renda familiar comprometida), tem levado os indivíduos a uma análise mais cuidadosa nas compras. Mais de 60% dos clientes afirmam pesquisar exaustivamente antes de finalizar qualquer pedido”, afirma Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.
A pesquisa demonstra que, embora 83% dos brasileiros tenham a intenção declarada de comemorar a segunda maior data varejista do País, o comportamento do shopper se transformou, e o consumidor de 2026 é definido como mais criterioso, digital e racional.
Mudança no mix de produtos
O setor que lidera no Dia das Mães segue sendo o de cosméticos e perfumaria, que concentra 30% das intenções de compra. Contudo, o relatório sinaliza um deslocamento de interesse para bens de maior valor agregado: eletrônicos, com destaque para o segmento premium, e o setor de experiências são as “estrelas em ascensão” de 2026.
O panorama regional também revela novos campos de batalha para os varejistas. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro figuram como mercados maduros, que demandam campanhas orientadas à diferenciação, a principal janela de adoção acelerada está na Região Norte, especialmente no Pará e no Amazonas. Simultaneamente, os estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul se destacam como regiões com elevada intenção de compra.
Imagem: Envato
