Shein e AliExpress avançam enquanto Magalu, Casas Bahia e Americanas perdem usuários ativos

Plataformas cresceram 29% e 28%, respectivamente, no segundo trimestre de 2026; entre as varejistas brasileiras, as quedas chegaram a 33%

Shein e AliExpress ampliaram suas bases de usuários ativos mensais no Brasil no segundo trimestre de 2026, enquanto Magalu, Casas Bahia e Americanas recuaram na comparação com o mesmo período do ano anterior. É o que mostra um relatório do BTG Pactual elaborado com informações da Sensor Tower.

A Shein passou de 87,7 milhões de usuários ativos mensais no segundo trimestre de 2025 para 113,1 milhões no mesmo período deste ano, avanço de 29%. Em números absolutos, a plataforma acrescentou 25,4 milhões de usuários ativos à base no intervalo de um ano.

O AliExpress registrou crescimento de 28%, de 33,2 milhões para 42,3 milhões de usuários ativos mensais. O avanço levou a plataforma a superar o Magalu, que tinha uma base maior no segundo trimestre do ano passado.

Varejistas brasileiras recuam

Entre as empresas brasileiras acompanhadas no levantamento, o Magalu apresentou queda de 9% na comparação anual. A base de usuários ativos mensais caiu de 42,9 milhões para 38,8 milhões, uma redução de 4,1 milhões.

A Casas Bahia registrou retração de 27%. Os usuários ativos mensais passaram de 19,8 milhões no segundo trimestre de 2025 para 14,4 milhões no mesmo período de 2026. A redução foi de 5,4 milhões de usuários.

A Americanas apresentou a maior queda percentual entre as plataformas analisadas pelo BTG Pactual. A base recuou 33%, de 8,2 milhões para 5,5 milhões de usuários ativos mensais, uma diferença de 2,7 milhões em um ano.

Os números mostram movimentos opostos entre as duas plataformas internacionais em destaque e as três varejistas brasileiras. Enquanto Shein e AliExpress cresceram tanto em termos percentuais quanto absolutos, Magalu, Casas Bahia e Americanas encerraram o período com bases menores.

Mercado Livre lidera em tamanho de base

Embora Shein e AliExpress tenham registrado os maiores avanços percentuais entre as plataformas que cresceram, Mercado Livre e Shopee continuaram com as maiores bases de usuários ativos mensais no Brasil.

O Mercado Livre encerrou o segundo trimestre de 2026 com 134 milhões de usuários ativos mensais, alta de 16% em relação aos 115,5 milhões registrados um ano antes.

A Shopee aparece na sequência, com 130,2 milhões de usuários ativos mensais. A plataforma cresceu 9% na comparação anual, ante uma base de 119,6 milhões no segundo trimestre de 2025.

A Shein ocupa a terceira posição, com 113,1 milhões de usuários ativos mensais, seguida pela Amazon, com 61,5 milhões. A empresa avançou 12% em relação aos 54,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Temu também perde usuários

A Temu, outra plataforma internacional acompanhada no levantamento, apresentou movimento contrário ao de Shein e AliExpress.

A base de usuários ativos mensais caiu 19%, de 24,5 milhões no segundo trimestre de 2025 para 19,7 milhões no segundo trimestre de 2026.

A sequência trimestral mostra que a Temu tinha 24,5 milhões de usuários ativos mensais no segundo trimestre de 2025, 22,9 milhões no terceiro trimestre e 21 milhões no quarto. No primeiro trimestre de 2026, a base caiu para 18,8 milhões, antes de subir para 19,7 milhões no trimestre seguinte.

Apesar da recuperação em relação aos três primeiros meses deste ano, o número permaneceu abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Shopee lidera em frequência de acesso

O relatório também apresenta indicadores de frequência e duração das sessões nos aplicativos, com dados referentes a junho de 2026.

A Shopee liderou em número de sessões mensais por usuário, com 50,1 acessos. O Mercado Livre aparece em seguida, com 39,3 sessões, seguido por Shein, com 27,5, e Amazon, com 25.

Em duração média por sessão, a Temu ocupou a primeira posição, com 2,5 minutos. A Shein registrou 2 minutos; a Shopee, 1,7 minuto; e o Mercado Livre, 1,4 minuto.

O levantamento também identificou sobreposição entre as plataformas. Entre os usuários do Mercado Livre, 75% também acessavam a Shopee, 60% utilizavam a Shein, 26% acessavam o AliExpress e 24% usavam o Magalu.

Pressão nos relatórios financeiros da Magalu, Casas Bahia e Americanas

O desempenho operacional mais fraco no ambiente digital ocorre em um momento em que as três varejistas ainda enfrentam pressão nos resultados financeiros. No primeiro trimestre de 2026, o Magalu registrou prejuízo líquido contábil de R$ 55,2 milhões, apesar de EBITDA ajustado de R$ 717,6 milhões. O Grupo Casas Bahia teve prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão, pressionado por uma despesa financeira de R$ 1,2 bilhão. Já a Americanas reportou perda de R$ 329 milhões, valor 34% menor que o prejuízo de R$ 496 milhões registrado um ano antes.

Imagens: Shutterstock e ChatGPT

Relacionados Posts

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Add New Playlist