O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi aprovado após 26 anos de negociações, marcando um novo capítulo para o comércio internacional brasileiro. A iniciativa cria um produto interno bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões e prevê um aumento de US$ 7 bilhões nas exportações do Brasil para a União Europeia, segundo estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil).
O PIB gerado pelo acordo supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões, e fica atrás apenas dos Estados Unidos, com cerca de US$ 29 trilhões.
Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, o acordo representa uma conquista em um cenário internacional marcado pelo enfraquecimento de mecanismos multilaterais e pela fragmentação do comércio global. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destaca.
Impactos setoriais positivos
Na indústria, o acordo prevê a redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para a inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidades positivas para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.
Haverá ainda redução gradativa, até zerar, das tarifas sobre diversas commodities, sujeitas a cotas. Destacam-se os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol.
Para o presidente da ApexBrasil, a combinação entre países do Mercosul, com economias tropicais e complementares, e uma das regiões com maior poder de consumo do mundo cria um cenário extremamente positivo. “O Mercosul se associa a uma das regiões com o maior potencial de consumo do mundo. O resultado será muito bom para todos, inclusive para o mundo”, afirma.
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