A Volkswagen disse que continuará focando na redução de custos e no aumento da lucratividade em 2026. A montadora alemã estima que a receita deste ano fique entre estável e 3% acima do valor do ano passado, enquanto a margem operacional deve ficar entre 4% e 5,5%.
Ela divulgou receita de 321,91 bilhões de euros em 2025, com margem operacional de 2,8%, tendo previsto receita em nível semelhante aos 324,66 bilhões de euros alcançados em 2024 e margem de 2% a 3%. O lucro operacional do quarto trimestre da montadora caiu para 3,46 bilhões de euros, de 6,25 bilhões de euros, enquanto a receita diminuiu 4,7%, para 83,25 bilhões de euros.
A empresa propôs um dividendo de 5,20 euros por ação ordinária e 5,26 euros por ação preferencial, abaixo dos 6,30 euros e 6,36 euros pagos no ano anterior, respectivamente.
Produção no Brasil
Com todas as fábricas operando a plena capacidade, o comando da Volkswagen no Brasil demonstra cautela em relação à ideia de expandir a produção, dado o ambiente de incertezas econômicas e de concorrência crescente dos carros chineses.
No ano passado, as vendas da montadora no Brasil tiveram crescimento de 9% – três vezes mais do que o resultado de toda a indústria -, enquanto as exportações subiram 29%. A produção teve alta de 17%, para 538,7 mil carros.
Durante a apresentação desses números a jornalistas, o presidente e CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom, disse que só não vendeu mais porque não foi possível produzir mais automóveis. Isso não deve ser lido, porém, como uma indicação de que a montadora está disposta a abrir novos turnos de produção.
A Volks, como explicou Possobom, obteve um de seus melhores resultados financeiros no País reduzindo estoques nas concessionárias ao menor nível possível. Sem excesso de automóveis nos pátios, não precisou queimar margens em vendas fechadas a clientes frotistas, como locadoras de automóveis, com descontos fora do comum.
Assim, a empresa não quer mexer no equilíbrio entre volume e rentabilidade que trouxe mais lucro nos últimos anos. Segundo Possobom, é preciso estar muito seguro de que a economia brasileira vai crescer para expandir a produção.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo/Dow Jones Newswires.
Imagem: Agência Brasil















