Eli Lilly anunciou nesta terça-feira, 9, que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou um regime de dose de manutenção única a cada oito semanas do Ebglyss (lebrikizumab-lbkz) para tratamento da dermatite atópica moderada a grave.
O Ebglyss já é aprovado para uma dose de manutenção mensal, com dados de longo prazo demonstrando controle duradouro da doença. Agora, o Ebglyss oferece aos pacientes com dermatite atópica moderada a grave a opção de controlar sua condição com apenas seis injeções de manutenção por ano.
“A aprovação de hoje reforça a eficácia comprovada do Ebglyss a longo prazo, com uma nova opção de dose de manutenção a cada oito semanas”, informou a companhia. “Para pessoas com dermatite atópica moderada a grave, isso significa um tratamento que precisa ser feito apenas seis vezes por ano, sem a necessidade de medicamentos tópicos com receita médica desde o início”, afirmou a vice-presidente executivo e presidente da Lilly Immunology, Adrienne Brown.
As ações da Eli Lilly tinham leve recuo de 0,23% no after hours da Bolsa de Nova York perto das 20h03 (de Brasília).
Vacinas
A Eli Lilly anunciou acordos para adquirir três empresas desenvolvedoras de vacinas em negócios que somados envolvem cerca de U$ 3,8 bilhões. As aquisições ocorrem em um contexto de evidências que ligam infecções comuns a doenças que podem surgir anos depois, como problemas neurológicos, câncer e infertilidade, informou a companhia farmacêutica norte-americana.
A Curevo foi uma das aquisições e tem como principal produto candidato a amezosvateína, uma vacina para a prevenção do herpes-zóster em adultos. Embora o padrão atual de tratamento para a prevenção do herpes-zóster seja eficaz, os desafios de tolerabilidade podem limitar as taxas gerais de vacinação e contribuir para a hesitação em relação à segunda dose, deixando uma parcela significativa de pacientes com proteção reduzida ou nenhuma proteção, segundo a Eli Lilly.
A LimmaTech Biologics, outra empresa comprada, tem como principal programa o LTB-SA7, que está na Fase 1 de desenvolvimento como uma vacina contra S. aureus, a principal causa de infecção em centros cirúrgicos. A Eli lilly informou que essa compra envolverá até US$ 780 milhões em dinheiro, incluindo um pagamento inicial e potenciais pagamentos adicionais diante de determinadas metas clínicas e regulamentares.
A terceira aquisição foi da Vaccine Company por um valor de até US$ 1,55 bilhão. A empresa desenvolve tecnologias proprietárias de nanopartículas in vivo (IVN) projetadas para permitir a apresentação de antígenos, conhecida por induzir respostas imunes duradouras associadas a vacinas de partículas semelhantes a vírus. O programa principal aplica essa tecnologia ao vírus Epstein-Barr (EBV).
Com informação do Estadão de Conteúdo (Patricia Lara).
Imagem: Reprodução/ Ministério da Saúde
