Um novo estudo global da consultoria TCS, que acaba de ser lançado oficialmente na NRF Retail’s Big Show, aponta uma desconexão relevante entre o potencial estratégico da inteligência artificial e sua aplicação prática no varejo. O levantamento, intitulado “TCS Global Retail Outlook”, ouviu mais de 800 executivos do setor em 18 países e mostra que, embora a IA seja vista como um dos principais facilitadores para crescimento rentável e melhoria da experiência do cliente, sua implementação no cotidiano das empresas ainda avança de forma lenta.
“Os varejistas hoje estão unidos na crença de que a IA definirá a próxima era da competitividade, mas a maioria apenas arranhou a superfície de seu potencial”, revela Krishnan Ramanujan, presidente do Consumer Business Group da TCS.
De acordo com o estudo, apenas 24% dos varejistas utilizam atualmente a IA para tomada de decisão autônoma. Além disso, 85% ainda não iniciaram (ou sequer planejaram) a adoção de sistemas de IA multiagente, considerados fundamentais para uma inteligência empresarial mais ampla e integrada. A pesquisa também revela que 51% das empresas mantêm como principal iniciativa soluções básicas, como chatbots e assistentes virtuais, o que indica uma adoção concentrada no relacionamento com o consumidor, sem maior profundidade em áreas estratégicas como merchandising, cadeia de suprimentos e precificação.
“A verdadeira oportunidade está em mudar de experimentos isolados para uma inteligência onipresente incorporada em toda a cadeia de valor. Os varejistas que dominarem essa transição se tornarão empresas mais perceptivas, capazes de aprender, adaptar e responder em tempo real. A TCS está preparada para abordar as lacunas na cadeia de valor e está construindo soluções lideradas por IA para desbloquear a próxima fase de crescimento para os varejistas”.
Outro ponto de destaque é a subutilização de dados já disponíveis nas organizações. Segundo a TCS, 85% dos varejistas não exploram plenamente os insights gerados por programas de fidelidade em decisões corporativas mais amplas, perdendo oportunidades de orientar estratégias com base em dados. Ao mesmo tempo, o estudo mostra avanços pontuais: 39% dos executivos afirmam estar implementando sistemas de detecção de demanda baseados em IA, capazes de analisar múltiplos sinais, como clima, tendências sociais e eventos.
O levantamento indica ainda que a busca por crescimento mais eficiente começa a impulsionar novas aplicações da tecnologia. Cerca de 42% dos executivos planejam adotar modelos de precificação dinâmica baseados em IA para otimizar margens em tempo real. O estudo reforça que, para avançar nos próximos anos, o varejo precisará ir além de iniciativas isoladas e avançar para um modelo de “Varejo Perceptivo”, no qual a Inteligência Artificial sustenta decisões contínuas, integradas e orientadas por dados em toda a operação.
“O setor de varejo está em uma encruzilhada definitiva. Os líderes reconhecem a IA como uma tecnologia essencial para se manter à frente na próxima era de competitividade, mas a maioria das organizações permanece no início de sua jornada em direção à verdadeira inteligência empresarial. Avançar de casos de uso isolados para sistemas conectados e perceptivos exigirá investimentos ousados, não apenas em tecnologia, mas em talentos com conhecimento em IA, juntamente com processos e modelos operacionais aprimorados. A TCS está comprometida em fazer parceria com varejistas e capacitá-los para liderar na era da IA”, finaliza Cheenttan Voraa, head Global de Consultoria de Varejo da TCS.
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