A Heineken garantiu lucro operacional ajustado de 4,385 bilhões de euros em 2025, 4,4% maior que o do ano anterior, resultado que veio em linha com a projeção de analistas, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 11. A cervejaria holandesa também anunciou que cortará entre 5 mil e 6 mil empregos nos próximos dois anos de forma a “acelerar a produtividade em larga escala para desbloquear economias significativas”.
O plano de redução do quadro de funcionários veio após a Heineken registrar uma queda de 1,7% nos volumes de cerveja consolidados no quarto trimestre do ano passado. Em 2025 como um todo, os volumes diminuíram 1,2%.
Para 2026, a segunda maior cervejaria do mundo prevê novo avanço do lucro operacional, de 2% a 6%.
Heineken troca CEO global
Recentemente, a Heineken informou que o CEO e chairman do Conselho Executivo, Dolf van den Brink, deixará o cargo em 31 de maio de 2026. Segundo a companhia, a decisão foi comunicada ao Conselho de Supervisão após quase seis anos à frente do grupo, período marcado por “tempos econômicos e políticos turbulentos”.
De acordo com comunicado da Heineken, van den Brink concluiu, em consulta com o conselho, que este é “o momento certo para a transição de liderança”. O Conselho de Supervisão afirmou que respeita a decisão e que dará início ao processo de busca por um sucessor.
A empresa destacou ainda que, para assegurar a continuidade e aproveitar a experiência acumulada do executivo, van den Brink permanecerá disponível em caráter consultivo por oito meses a partir de 1º de junho de 2026.
O “timing” da troca de comando chama atenção porque coincide com uma fase em que a Heineken mantém o pé no acelerador na expansão de capacidade no Brasil, com destaque para a planta de Passos (MG), que pode acrescentar cerca de 5 milhões de hectolitros por ano inicialmente.
Com informações de Estadão Conteúdo (Dow Jones Newswires/Sergio Caldas).
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