A Embraer e a Bharat Forge (BFL) anunciaram nesta segunda-feira, 11, em Nova Délhi, Índia, a assinatura de um contrato para o fornecimento de materiais brutos forjados para a cadeia de suprimentos global da fabricante brasileira.
Segundo a Embraer, o acordo é o primeiro contrato desse tipo com um fornecedor indiano e integra a estratégia da companhia de expandir e diversificar a base global de fornecedores, além de fomentar capacidades industriais em mercados considerados chave para crescimento.
“Este contrato reforça nossos planos de criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente e competitiva, além de nosso compromisso com o desenvolvimento da indústria aeroespacial indiana”, afirmou o vice-presidente executivo de Suprimentos Globais e Cadeia de Produção da Embraer, Roberto Chaves.
O vice-presidente e diretor executivo conjunto da Bharat Forge, Amit B. Kalyani, disse que o fato de a BFL ser o primeiro fornecedor indiano de componentes forjados para a Embraer “é um orgulho” e atribuiu o contrato às capacidades desenvolvidas no setor aeroespacial. “Esperamos ampliar e agregar valor à nossa associação com a Embraer nos próximos anos. Esses contratos nos permitirão criar escala para componentes estruturais críticos, complementando a escala já construída no segmento de componentes de motores aeronáuticos”, afirmou.
Trimestre
A Embraer registrou lucro líquido de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre de 2026. A cifra representa uma queda de 51,4% ante igual intervalo de 2025.
Inicialmente, a companhia havia reportado um prejuízo de R$ 418,5 milhões no primeiro trimestre de 2025. Contudo, o resultado foi ajustado no release deste ano.
No documento, a Embraer afirma que decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como itens extraordinários, visto que seu impacto a longo prazo é residual. Consequentemente, a companhia reformulou os dados de 2025 para assegurar a base de comparação entre os períodos.
O Ebitda ajustado da fabricante totalizou R$ 749,4 milhões entre janeiro e março, crescimento de 18,8% na mesma base comparativa. Já o Ebit ajustado atingiu R$ 488,6 milhões, avanço de 36%. A margem Ebit ajustada ficou em 6,4% ante 5,6% um ano antes.
á a receita líquida subiu 18%, para R$ 7,5 bilhões, maior patamar alcançado em um primeiro trimestre, segundo a empresa. O novo recorde foi impulsionado principalmente por Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
Mas todas as unidades de negócios tiveram um bom desempenho no trimestre, segundo a companhia. Por exemplo, a receita da Defesa & Segurança cresceu 47% comparada ano contra ano, Aviação Comercial avançou 32%, Aviação Executiva registrou alta de 17%, e Serviços & Suporte subiu 4%.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Com informação do Estadão de Conteúdo (Vinícius Novais).
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