Criado e lançado no Brasil em 2020, o Pix caiu nas graças do consumidor e já responde por 42% do valor transacionado no e-commerce e 34% das operações realizadas em pontos de venda físicos (PDVs), segundo a 11ª edição do Global Payments Report, da Salesforce.
O avanço do sistema também alcançou transações internacionais e está disponível em países fora do Brasil, inclusive na Argentina, Chile, Portugal, Espanha e EUA. Comerciantes de outros países passaram a aceitar o Pix com maior frequência, enquanto turistas estrangeiros ganharam acesso à ferramenta no Brasil. Consumidores argentinos, por exemplo, já conseguem utilizar o Pix por meio de aplicativos bancários locais.
Além da aceitação direta de comerciantes no exterior, existe um movimento de interoperabilidade para turistas. Visitantes internacionais que vêm ao Brasil já podem utilizar seus próprios aplicativos bancários locais para realizar pagamentos via Pix para comerciantes brasileiros.
Segundo o estudo, essa expansão faz parte de uma tendência de glocalização, na qual sistemas originalmente domésticos buscam reduzir o atrito para viajantes e compradores cross-border, transformando métodos de pagamento locais em opções globalmente acessíveis
Cartões ainda lideram
No Brasil, o crescimento da modalidade segue acompanhado pela redução do uso de dinheiro em espécie. O Brasil passou a registrar níveis de utilização de papel-moeda próximos aos observados em mercados como Estados Unidos e Reino Unido.
Apesar do avanço do Pix, os cartões de crédito seguem como a principal escolha entre consumidores brasileiros, especialmente em compras feitas por carteiras digitais. Em 2025, eles responderam por 45% do valor transacionado no e-commerce e 42% das operações realizadas nos PDVs.
QR Codes avançam no varejo mundial
O estudo também mostra a expansão global do uso de QR Codes como ferramenta de pagamento. A tecnologia ganhou escala inicialmente na China e se espalhou por mercados asiáticos como Vietnã, Malásia e Filipinas, onde sistemas nacionais e fintechs utilizam QR Codes para iniciar pagamentos digitais.
Segundo a pesquisa, 80% dos consumidores chineses afirmam utilizar QR Codes em pagamentos presenciais. O índice é de 74% nas Filipinas, 72% na Malásia e 69% no Vietnã.
Na América Latina, o Pix impulsionou a adoção do modelo no Brasil, enquanto outras plataformas regionais também ampliaram o uso da tecnologia. Sistemas como Yape, no Peru, Nequi, na Colômbia, e Mercado Pago, na Argentina, aparecem entre os principais exemplos de expansão dos pagamentos digitais por QR Code na região.
Na Noruega, a Vipps lançou em dezembro de 2024 uma solução de pagamentos por aproximação com tecnologia NFC para pontos de venda físicos. A empresa afirmou que o sistema surgiu como alternativa ao Apple Pay no iPhone.
Imagem: Agência Brasil















