O BTG Pactual informou nesta quarta-feira, 11, que recebeu autorização do Banco Central do Uruguai (BCU) para a aquisição do HSBC local. A transação, anunciada em julho de 2025, prevê também instrumentos adicionais de capital, por um montante aproximado de US$ 175 milhões. O valor está sujeito a ajustes para refletir os resultados da operação entre 31 de dezembro de 2024 e a data de fechamento do negócio.
A operação faz parte da estratégia de crescimento internacional e de ampliação da presença do BTG na América Latina. “Após a conclusão da transação, iniciaremos uma nova etapa de integração da operação local à plataforma global do BTG, ampliando também o acesso de clientes e investidores locais às oportunidades globais da nossa plataforma”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, em release divulgado à imprensa.
Atualmente, a instituição possui operações no Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Argentina. Está presente também na Europa e nos Estados Unidos, onde passou a operar inclusive com licença bancária, após concluir a aquisição do M.Y. Safra Bank em janeiro deste ano.
Para o CEO do HSBC Uruguai, Constantino Gotsis, a aprovação do BCU “abre um novo capítulo para o fortalecimento e crescimento do sistema financeiro uruguaio”. Até a conclusão, o banco permanece como parte do Grupo HSBC e seguirá focado em apoiar seus clientes durante a transição.
Compra de ativos do BRB
O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, disse que o banco está olhando para ativos do Banco de Brasília (BRB) para aquisição, com exceção daqueles que vieram do Banco Master. “Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master”, afirmou Esteves após participar do painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovido pela plataforma Na Prática, um braço filantrópico de educação do BTG Pactual.
Esteves disse que outros bancos do grupo S1, ou seja, os maiores do País, estão comprando ativos do BRB. O Bradesco e o Itaú já negociaram com o BRB R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos pelos Estados e Municípios com aval da União.
O banqueiro acrescentou ainda que o BTG não tem interesse no BRB. Embora a venda do Banco de Brasília não tenha vindo à tona, nos bastidores se comenta que, em uma situação limite, alguma instituição financeira poderia ficar com o banco ou parte dele.
O BTG sempre é visto como um nome quando se trata de adquirir bancos com problemas, dada a expertise no resgate de outras instituições como o Banco Panamericano, o Bamerindus e o Banco Nacional.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Camila Vech).
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