O setor de seguros arrecadou R$ 376,17 bilhões entre janeiro e novembro do ano passado, um decréscimo de 4,67% em relação a igual período de 2024, segundo o boletim mensal divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) nesta terça-feira, 13.
Nos 11 meses de 2025, as indenizações, resgastes, benefícios e sorteios somaram R$ 243,01 bilhões, um aumento de 9,68% no confronto anual.
Os seguros de danos e de pessoas (excluindo o VGBL) tiveram receita acumulada de R$ 202,28 bilhões, um crescimento nominal de 7,28% na mesma base comparativa.
Os produtos de acumulação, referentes à previdência privada, arrecadaram R$ 142,58 bilhões no ano até novembro, um tombo nominal de 19,42% ante o mesmo intervalo de 2024.
O segmento tem sido duramente penalizado pelas mudanças nas regras de IOF, com incidência de alíquota de 5% sobre aportes em planos VGBL superiores a R$ 300 mil em 2025 e maiores que R$ 600 mil em 2026.
Seguros contra roubo de carga chegam a R$ 1 bi
O aumento na incidência de crimes em rodovias tem aquecido a demanda por seguros contra roubos de cargas. As seguradoras arrecadaram R$ 1 bilhão em prêmios nesse segmento entre janeiro e setembro, marca inédita para o período, segundo dados da Confederação Nacional da Seguradoras (Cnseg).
O resultado é quase duas vezes maior que o volume apurado em igual intervalo de 2021, quando somou R$ 565,1 milhões. Em relação aos nove primeiros meses do ano passado, a expansão é de 8,8%.
O setor pagou R$ 417,9 milhões em indenizações por desvio de carga nos três primeiros trimestres de 2025, um alta de 7,6% na comparação com o mesmo período de 2024. O Estado de São Paulo teve o maior volume de indenizações (R$ 188,4 milhões).
O movimento acompanha a escalada da violência nas rodovias brasileiras. De janeiro a setembro, os ataques a cargas aumentaram 13,5%, de acordo com dados da Nstech.
Com informação do Estadão de Conteúdo (André Marinho).
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