A Porto informou, nesta terça-feira, 14, que decidiu encerrar as negociações com a Oncoclínicas para possível combinação dos negócios, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa ressaltou que a decisão foi informada na segunda, 13, à Oncoclínicas, mas não informou o motivo para o fim das tratativas.
Desta forma, reforça a Porto, “a Oncoclínicas está liberada da exclusividade prevista no term sheet celebrado em 13 de março de 2026.”
“A companhia reforça o seu compromisso de manter os seus acionistas e o mercado em geral informados, e caso aplicável, voltará a informar seus acionistas e o mercado, nos termos da legislação e regulação pertinentes”, disse a Porto.
A decisão ocorreu um dia após o Fleury também desistir do negócio. As conversas haviam sido inicialmente divulgadas no último dia 23 de março, quando as empresas confirmaram discussões sobre uma possível transação envolvendo os três grupos. No comunicado, o Fleury não detalha os motivos para o fim das tratativas. Afirma, no entanto, que segue avaliando continuamente as condições de mercado, alinhada a seus planos de investimento e objetivos estratégicos.
Cobrança antecipada de dívidas
A Oncoclínicas recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira, 13, com uma ação de tutela cautelar para evitar o vencimento antecipado de dívidas. Em comunicado à CVM, a companhia detalhou que a medida visa suspender a exigibilidade de obrigações financeiras perante diversas instituições, garantindo a estabilidade de seus instrumentos de crédito.
“A Tutela Cautelar terá como objetivo proporcionar um ambiente administrativo e financeiro mais organizado e estável para a companhia, permitindo que ela conduza a mediação e negociação com seus credores sem interrupção de suas atividades ou alteração na condução ordinária de seus negócios, apesar do atual cenário macroeconômico e setorial desafiador”, informou a companhia.
Segundo o texto, a Oncoclínicas permanece operando normalmente e continua empenhada em manter conversas positivas com seus credores visando ao atingimento de um acordo que seja benéfico a todos os seus investidores.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Ana Paula Machado).
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