O presidente da Anfavea, Igor Calvet, disse nesta quinta-feira, 15, que a indústria terá desafios de competitividade nos próximos anos para aproveitar o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Calvet ressaltou que o acordo pode abrir portas na Europa para exportações de motores e sistemas de transmissão produzidos no Brasil, além de melhorar as condições para as importações de autopeças com maior nível de tecnologia. Mas os impactos da abertura a produtos europeus no Brasil são incertos.
“Então, há também oportunidades nesse processo. Agora, não há uma clareza nossa ainda de todos os impactos que pode acontecer no Brasil”, comentou Calvet, durante entrevista coletiva sobre os resultados da indústria automotiva no ano passado.
E acrescentou: “Temos pressa, estamos de acordo com o acordo assinado, saudamos ele, mas vemos desafios de competitividade nos próximos anos.”
Produção de veículos cresce 3,5% em 2025
A produção de veículos teve no ano passado um crescimento de 3,5%, chegando a 2,64 milhões de veículos, conforme balanço divulgado pela Anfavea, a associação das montadoras. O resultado ficou abaixo das expectativas dos fabricantes diante do freio dos juros altos no consumo e da maior entrada de carros importados no País.
A expectativa da Anfavea era de crescimento de 7,8% na produção, porém as compras de veículos tiveram uma desaceleração maior do que a esperada, com crescimento de apenas 2,1% no acumulado do ano, para 2,69 milhões de unidades.
Por outro lado, vendas a locadoras e os descontos no IPI de modelos de entrada dentro do programa Carro Sustentável evitaram um desempenho pior.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Eduardo Laguna).
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