Com início nos EUA, Larroudé expande no Brasil e fatura US$ 100 milhões

A operação no Brasil foi iniciada mais recentemente e já representa entre 20% e 25% do faturamento

Larroudé

Criada há 5 anos, durante a pandemia, a marca de calçados Larroudé iniciou suas atividades voltada ao mercado dos Estados Unidos, passou a expandir sua atuação no Brasil nos últimos anos e hoje fatura, em média, US$ 100 milhões por ano.

A marca foi fundada após seus criadores decidirem empreender em meio ao período de isolamento social. “Na pandemia, a gente ficou livre, os dois desempregados. Era aquela sensação de ‘o que vamos fazer agora?’. A gente sabia que o Brasil tem uma capacidade fabril de calçados muito boa, que não estava sendo usada pro mercado internacional”, afirma Ricardo Larroudé, CEO da companhia, que participou do Retail Executive Summit 2026 (RES), realizado na última quarta-feira, 14, no TikTok ByteDance Office, em Nova York. Realizado pela Gouvêa Experience, o evento teve como objetivo transformar tendências observadas na NRF 2026 em aplicações práticas para o varejo brasileiro.

Foi então que Ricardo e sua esposa, Marina, desenvolveram a proposta de um calçado com apelo universal, pensado para o uso diário. A ideia foi criar um produto mais confortável e versátil, a partir de uma forma mais larga e de um design funcional. O portfólio foi baseado em modelos atemporais e de alto volume, priorizando cores neutras como preto, marrom, bege e branco, e evitando a dependência de tendências passageiras.

A marca foi estruturada no meio de 2020 e lançada como e-commerce no mercado norte-americano em dezembro do mesmo ano. “O negócio começou bem devagar. A maioria das vendas iniciais foi para amigos. Nosso primeiro pedido foi de 3 mil pares, que parecia enorme na época, mas que hoje é vendido em dois dias”, lembra.

Em um período em que grandes grifes diminuíram os investimentos em comunicação por causa da pandemia, a marca apostou em ações de baixo custo, como a colagem de cartazes lambe-lambe, e colaborações para divulgação.

Mercado nacional

A operação no Brasil foi iniciada mais recentemente e já representa entre 20% e 25% do faturamento total da marca. Além dos calçados femininos, a empresa passou a investir em novas categorias, como tênis, que hoje figuram entre os produtos mais vendidos.

No ano passado, a companhia verticalizou a produção e deixou de vender para lojas multimarcas. Hoje, cerca de 80% das vendas são feitas diretamente ao consumidor, por meio do site, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Ter contato direto com o cliente final é o mais importante para mim”, afirma.

Um dos segredos da Larroudé, conta Ricardo, é não seguir tendências, padrões tradicionais de calendário e coleções sazonais. A identidade da marca segue quatro pilares: a forma do sapato, a identidade visual, o estilo de uso e o material e cor.  “Moda não é um negócio bom se você depende só de tendência. O nosso foco é entender o que está vendendo, desenvolver rápido, produzir com velocidade e contar bem a história”, destaca.

Acompanhe a cobertura especial da NRF 2026

 

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