O setor mineral brasileiro faturou R$ 77,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa avanço de 6% em relação a igual período de 2025, informou nesta quarta-feira, 15, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as grandes mineradoras em operação no País. O instituto realiza entrevista coletiva nesta tarde para comentar os resultados do setor no primeiro trimestre de 2026.
No primeiro trimestre, segundo o Ibram, o minério concentrou 48% do faturamento do setor, com R$ 37,5 bilhões. Mas o faturamento do produto teve recuo de 3%. Por sua vez, o faturamento do ouro saltou 45% ante o primeiro trimestre de 2025, a R$ 13,5 bilhões, enquanto o cobre subiu 28%, a R$ 10,3 bilhões. O ouro responde por 17% do faturamento do setor minerário.
A previsão dos investimentos do setor mineral em projetos é de US$ 76,9 bilhões para o período de 2026-2030, aumento de 12,5% ante a estimativa anterior. A expectativa é de US$ 21,3 bilhões até 2030 para minerais críticos. Dentre as commodities minerais produzidas no Brasil, o minério de ferro (25,8%) e o cobre (11,2%) são os que mais recebem investimentos.
Exportações
No primeiro trimestre do ano, as exportações do setor tiveram alta de 21,5% em valor, atingindo US$ 11,4 bilhões. Em volume, somaram 87,9 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estáveis (+0,9%) em relação ao mesmo período do ano passado.
As vendas externas do minério de ferro cresceram 2,4% em dólares, a cerca de US$ 6,15 bilhões, e a commodity foi responsável por 53,9% das exportações, informou o Ibram. Por outro lado, as importações minerais aumentaram 29% em dólares, no trimestre, a US$ 2,1 bilhões. Em carga, houve alta de 15,1%, a cerca de 10 milhões de toneladas.
O saldo da balança mineral foi de US$ 9,29 bilhões, equivalente a 66% do saldo total da balança comercial brasileira. A cifra representa alta de 20% ante o primeiro trimestre de 2025.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Juliana Garçon).
Imagem: Reprodução/Gov.BR














