O Grupo Toky, controlador das redes de móveis e decoração Tok&Stok e Mobly, anunciou ao mercado e aos seus acionistas que a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu o processamento de seu pedido de recuperação judicial e de suas subsidiárias.
A decisão funciona como um desdobramento do que ocorreu em 12 de maio, quando a companhia anunciou o ajuizamento da medida para todo o conglomerado, por dívidas que passam de R$ 1,1 bilhão.
De acordo com o fato relevante da companhia, a medida atende às exigências legais previstas no artigo 157 da Lei nº 6.404/1976 e nas normas da Resolução CVM nº 44/2021.
O que acontece agora?
A reportagem da Mercado&Consumo conversou com Daniel Báril, sócio coordenador da área de Insolvência e Reestruturação do Silveiro Advogados, para entender o que vem a seguir. De acordo com Báril, com o deferimento da decisão de recuperação judicial, haverá uma série de consequências práticas, como a nomeação de um administrador judicial, que será o responsável pela verificação e habilitação dos créditos.
Ele acrescenta que, depois disso, vem o prazo de 60 dias para apresentação do plano de recuperação judicial e, posteriormente, a realização da Assembleia Geral de Credores. Segundo ele, funcionários normalmente não são afetados de forma direta, a não ser que tenham créditos a receber no processo.
No entanto, Báril explica que os fornecedores podem ter créditos a receber e que esses valores passam a seguir as condições previstas no plano de recuperação judicial. O especialista afirma que os consumidores que compraram produtos ou têm entregas pendentes não devem ser prejudicados. “Não vejo, em princípio, o risco de clientes serem afetados, até porque o processo de entrega é muito simplificado. São produtos prontos, em estoque, ou o cliente sai da loja ou recebe em poucos dias em casa”, explica.
Com informações do fato relevante do Grupo Toky S.A
Imagem: Divulgação














