O fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, traçou uma projeção de receita de US$ 1 trilhão com chips de Inteligência Artificial entre 2025 e 2027 durante a abertura da conferência anual GTC, considerada a “Super Bowl” do segmento, nesta segunda-feira, 16.
A projeção leva em conta uma nova geração de chips ainda mais poderosos, afirmou Huang, que citou que o mundo passa hoje por um nova guinada de plataformas, destacando a abrangência do ecossistema de computação acelerada, incluindo os setores automotivo, de serviços financeiros, saúde e ciências da vida, industrial, mídia e entretenimento, computação quântica, varejo, robótica e telecomunicações.
“Todos esses diferentes vetores de IA possuem plataformas fornecidas pela Nvidia”, disse Huang, que ressaltou a ampla gama de bibliotecas CUDA-X, que ele descreveu como as “joias da coroa” da empresa. “Estamos atualizando-as o tempo todo”, acrescentou.
“Para todos que estão no ecossistema, nós precisamos de muita capacidade”, salientou Huang no evento realizado em San Jose, na Califórnia.
“Em cada ano, temos uma arquitetura nova. Rapidamente, a Nvidia se transformou de uma empresa de chips, para uma fábrica de IA, uma companhia de infraestrutura de IA e agora estamos construindo fábricas inteiras de IA”, pontuou.
Como resultado desse crescimento exponencial, a demanda pelas unidade de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) da Nvidia está “fora de controle”, afirmou. “Acredito que a demanda por computação aumentou um milhão de vezes nos últimos anos.”
Gastos com data centers
“Acredito que a demanda por computação aumentou um milhão de vezes nos últimos dois anos”, afirma Huang. “É a sensação que todos nós temos. É a sensação que toda startup tem.”
Muitos investidores estão preocupados com a sustentabilidade dos gastos com IA e querem mais evidências de que o crescimento explosivo das vendas da Nvidia será duradouro — algo que Huang tentou acalmar em suas declarações. A previsão de US$ 1 trilhão em vendas, o dobro das projeções anunciadas no ano passado, foi apresentada como prova de que a demanda continua forte.
“A demanda por computação está crescendo exponencialmente, o ponto de inflexão da terceira geração de IA, o modelo agêntico, chegou”, disse ele.
Huang também disse esperar que os gastos com data centers cheguem a US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões por ano até 2030.
No setor automotivo, o CEO deu mais detalhes sobre uma parceria anunciada anteriormente com a Uber. Ele informou que o serviço de transporte por aplicativo lançará uma frota movida pelo software de direção autônoma da Nvidia em 28 cidades, em quatro continentes, até 2028, começando por Los Angeles e San Francisco no próximo ano. Ele também anunciou que Nissan, BYD, Geely, Isuzu e Hyundai estão desenvolvendo veículos autônomos utilizando um programa da gigante de IA.
Com informação do Estadão de Conteúdo/Associated Press (Patricia Lara e Darlan de Azevedo).
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