Os millennials (geração Y, de 31 a 44 anos) foram as principais vítimas de tentativas de fraude no e-commerce ao longo de 2025, totalizando 599,9 mil ocorrências. O indicador consta em um levantamento da Serasa Experian.
O estudo aponta uma preferência dos golpistas por perfis com forte presença digital e vida financeira ativa. A geração Z (16 a 30 anos) registrou 505,5 mil tentativas, seguida pela geração X (45 a 60 anos), com 297,1 mil ocorrências.
“Quando observamos o e-commerce em profundidade, percebemos que os fraudadores não atuam de forma aleatória: eles buscam perfis que façam sentido dentro da dinâmica de cada canal, categoria e meio de pagamento”, afirma o diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez.
Embora a geração Y lidere em volume absoluto, a leitura proporcional muda o ranking: a gen Z apresentou a maior taxa de risco entre os grupos analisados (2,2%). Sanchez explica que o percentual indica que a pressão fraudulenta sobre os mais jovens foi a mais intensa do recorte.
Entre as demais gerações analisadas, os Boomers (61 a 79 anos) aparecem na sequência, com 1,1%. Também chama a atenção a categoria “outros” — que reúne perfis mais novos ou mais velhos do que os grupos Alpha, Z, Y, X e boomers —, com taxa de risco de 1,2%.
Confira o detalhamento no gráfico abaixo:

No recorte de ticket médio, quase todas as gerações registraram valor médio de tentativa de fraude acima de R$ 1 mil. A exceção foi a gen Z, com R$ 990,11.
Na outra ponta, a geração Alpha (até 15 anos) registrou o maior ticket médio de fraude, atingindo R$ 1.821,15, valor 56,3% acima do observado nas tentativas contra os Millennials, que aparecem em seguida, com R$ 1.165,03. Em contrapartida, a gen Z apresentou o menor ticket médio entre todas as gerações, com R$ 459,34, sendo a única abaixo da marca de R$ 500.
Confira os dados completos

Metodologia
O levantamento considera os pedidos analisados pelos modelos de risco de fraude da Serasa Experian entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, nos canais de e-commerce, marketplace, venda direta e app delivery, consolidados em uma única base.
No estudo, “tentativas de fraude” correspondem aos pedidos classificados como suspeita de fraude, fraude confirmada ou com retorno de chargeback (CBK).
Imagem: Divulgação/Shutterstock















