Netflix desaponta em receita no 2T2026 e reduz guidance para o ano; ação tomba 8% em NY

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A Netflix teve um lucro líquido de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro por ação diluída no trimestre foi de US$ 0,80, contra os US$ 0,72 no mesmo período do ano anterior e superando levemente as previsões do analistas da FactSet, de US$ 0,79 por ação diluída. A receita da gigante de streaming ficou em US$ 12,56 bilhões, abaixo dos US$ 12,58 bilhões previstos pelos analistas.

A Netflix afirma que começará a publicar seu relatório “What We Watched” anualmente no primeiro trimestre a partir do próximo ano, em comparação com a dinâmica atual de duas vezes por ano. Ao separar o relatório de seus resultados financeiros, a empresa diz que pretende manter o foco em suas principais métricas financeiras.

A Netflix ainda reduziu sua previsão de receita para o ano inteiro, desapontando as esperanças dos investidores por um aumento. A companhia agora prevê uma receita entre US$ 51 bilhões e US$ 51,4 bilhões para o ano, em comparação com uma faixa anterior de US$ 50,7 bilhões a US$ 51,7 bilhões. Analistas consultados pela FactSet projetam uma receita de US$ 51,38 bilhões, que está acima do ponto médio da faixa da Netflix.

Às 17h24 (de Brasília), as ações da Netflix caíam 8,3% no after hours de Nova York.

Cofundador 

O cofundador da Netflix, Reed Hastings, deixou o conselho de administração da empresa ao fim de seu mandato, em junho. O anúncio foi feito pela gigante do streaming, encerrando uma trajetória de quase três décadas do executivo na companhia.

A plataforma de streaming afirmou que Reed “construiu uma cultura de inovação, integridade e alto desempenho” capazes de definir a empresa e que “sua visão e liderança foram pioneiras na forma como o mundo se diverte”.

No comunicado, Hastings diz que sua “verdadeira contribuição na Netflix não foi uma única decisão, foi focar na satisfação dos nossos assinantes, construir uma cultura que outros pudessem herdar e aprimorar, e construir uma empresa que fosse amada pelos assinantes”.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Thais Porsch e Dow Jones Newswires).
Imagem: Shutterstock      

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