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Usuários de canetas emagrecedoras devem representar 35% do consumo no foodservice até 2030

Estudo apresentado na NRA Show aponta transformação no foodservice impulsionada por usuários de GLP-1

  • de Eduardo Bueno
  • 2 meses atrás
Canetas emagrecedoras devem transformar o foodservice até 2030

Entre 2010 e 2024, o aumento das prescrições dos medicamentos GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, cresceu 30%, geralmente para fins cosméticos e estéticos. Até 2030, esses usuários representarão 35% das vendas de alimentos e bebidas, de acordo com dados da Connections apresentados por Rachel Royster, diretora de Planejamento Estratégico e Inovação da companhia, na palestra “A Year of GLP-1s: Consumer Behavior That’s Here to Stay”, na National Restaurant Association Show (NRA Show).

Os usuários de canetas emagrecedoras estão se tornando rapidamente um público importante do foodservice, com um a cada oito americanos adultos já tendo feito uso do medicamento para controle de peso. Entre 2024 e 2025, entre aqueles que usam ou já usaram GLP-1 e que são consumidores do foodservice, houve um salto de 11% para 28% entre o total de consumidores do setor.

Uma análise realizada com 19 milhões de usuários do medicamento mostra que nem sempre o uso de GLP-1 está alinhado a necessidades clínicas. A análise identificou quatro personas do consumo de canetas emagrecedoras:

  • Usuário atual: 44% tiveram hábitos alimentares alterados nos primeiros 90 dias de uso; 69% quase sempre leem rótulos, buscando densidade de proteína, fibra adicionada, açúcar reduzido, maior densidade nutricional e produtos clean label; buscam experiência sensorial (crunchy, creamy, crispy, savory), mesmo com redução de apetite. O prazer da alimentação não desaparece.
  • Usuário estético/estilo de vida: Tem seguro-saúde, geralmente são mulheres de renda mais alta; usuários de plataformas de telemedicina, spas e farmácias de manipulação; possuem mindset aspiracional, preocupados com marcas e influenciados por identidade, com o medicamento sendo mais relacionado ao bem-estar do que à saúde em si; quando comem, consomem menos, optando por itens mais saudáveis, motivados por conceitos como “light”, “fresco” e “enriquecido com proteína”, além de bebidas não alcoólicas.
  • Ex-usuários: Até 65% dos usuários focados em perda de peso deixam de usar o medicamento em até um ano, e entre 17% e 25% mantêm hábitos saudáveis de alimentação um ano após interromperem o uso; ler rótulos é um hábito que persiste, com 41% sempre lendo e 51% às vezes; geralmente, os problemas com alimentação retornam, e o ganho de peso volta a ser uma questão.
  • Não usuário influenciado: Mesmo sem utilizar GLP-1, buscam resultados similares, como saciedade, densidade nutricional e açúcar reduzido; representam a maior oportunidade para o foodservice e o varejo alimentar.

O estudo aponta que os usuários das canetas emagrecedoras tendem a deixar mais restos de comida nos pratos do que os não usuários, seja em QSR, Fast Casual, Casual Dining, Upper Casual ou Fine Dining. E, apesar de comerem menos por visita, costumam gastar mais em restaurantes, devido ao potencial aumento de frequência.

Imagem: Envato

  • Categories: Destaque do dia, Foodservice, Notícias, NRA Show
  • Tags: alimentaçãoBrasilcanetas emagrecedorasclienteClientescomérciocomportamentoconsumidorconsumidoresconsumocrescimentoEconomiaempresasestratégiaexpansãoexperiênciafoodservicemercadomercado&consumonegóciosNRA Show

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