Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta sexta-feira, 19, a Operação Juros Zero para investigar um esquema que teria usado descontos diretos nos contracheques de servidores públicos do Distrito Federal para viabilizar operações financeiras irregulares, envolvendo o banco BRB e a plataforma PicPay.
Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB e alvo da Operação Compliance Zero, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS.
A reportagem pediu manifestação da defesa de Paulo Henrique Costa, que não se manifestou até o fechamento deste texto.
O PicPay negou irregularidades nas operações mencionadas na investigação do Ministério Público sobre supostos descontos indevidos na folha de pagamentos de servidores do governo do Distrito Federal.
Em nota, o PicPay disse que “não reconhece qualquer irregularidade” e que rejeita a alegação de cobranças indevidas. “O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”, esclarece.
Ao todo, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo. Entre os alvos da operação no período da manhã estão o BRB, responsável pelos pagamentos dos servidores, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.
A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Gaeco.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Fausto Macedo, Felipe de Paula e Aguirre Talento. Colaborou André Marinho).
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