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A TV, o varejo e o público

Redação de Redação
20 de março de 2014
no Artigos
Tempo de leitura: 2 minutos

Dizer que vivemos em um ambiente cada vez mais invadido por mensagens que nos atingem sem a menor cerimônia é lugar comum. E o pior é que temos que nos adaptar, nos transformando em seres conectados 24 x 7 e capazes de dividir a nossa atenção, sem prejudicar a nossa concentração ou capacidade produtiva.

Em casa, trabalhando ou nos divertindo, somos impactados por centenas de imagens por hora, que concorrem pela nossa atenção. As mídias tradicionais foram muito rápidas em criar recursos para nos manter ligados, na busca dos  níveis de audiência, mesmo na desfavorável condição de receber apenas uma parcela da atenção.

Isso aconteceu com a televisão e também com o varejo. A TV passou a dividir a atenção com smartphones, laptops ou outros recursos a que recorremos para ampliar a nossa capacidade de conexão com o mundo em tempo real, e no caso do varejo físico, o varejo virtual nos convida a consumir onde e quando desejamos.

Exercendo o seu direito de defesa, os programas de TV ficaram mais rápidos, diminuindo a duração dos programas e das cenas, os vídeos clipes foram encurtados e a dicção das palavras acelerada. Além disso, as imagens passaram a ser mais chamativas, com a presença de mais personagens e de cenografia mais elaborada. Tente procurar uma parede branca e vazia em toda a programação.

A concorrência do varejo eletrônico e as novas expectativas e comportamento do consumidor, levaram as lojas a buscar o mesmo remédio. Diminuíram de tamanho, tornando-se mais densas e de reconhecimento mais rápido, ao mesmo tempo em que assumiram uma ambientação mais rica e imagética. As lojas “clean” e minimalistas simplesmente desapareceram.

As séries, que vêm substituindo os filmes, passam a contar histórias em capítulos. Na tentativa de prender o consumidor, as redes entenderam que, para se comunicar, precisam demonstrar claramente quem é o seu público, quais os seus valores, diferenciais competitivos e posicionamento.

O exemplo da PROXIMO GAMES, cadeia para a qual criamos do zero um novo conceito, representa bem esta preocupação. Tivemos como objetivo desenvolver um projeto integrado, desde o logo até a loja, passando pelas embalagens, uniforme, etc., de modo a criar uma relação forte entre a marca e o seu consumidor, que reconhece a sua tribo e passa a desejar aderi-la, vivenciando o espaço da loja e consumindo.

As cores, acabamentos, formas, design de equipamentos e iluminação se somam ao conceito de autosserviço e a possibilidade de degustação dos games e das diferentes plataformas para passar uma imagem moderna, amigável e dinâmica, que atende ao desejo do consumidor.

A fachada é aberta, desenhada num ângulo que convida à entrada, com um grande logo iluminado e demonstra desde o início a dedicação e especialização do varejista no objeto de adoração dos fãs de jogos eletrônicos.

Enfim, já que o nosso futuro está definitivamente ligado a uma tela, decidimos contribuir para torná-lo mais interessante e atraente.

Manoel Alves Lima ([email protected]), diretor da FAL Design Estratégico para Varejo, Vice Presidente do Retail Design Institute e co-editor do Blog da FAL.

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