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Setor moveleiro perdeu José Eugênio Farina, um de seus ícones e principal executivo à frente da Todeschini

À frente do grupo Todeschini desde a década de 1970, José Eugênio Farina morreu no dia 27 de maio, aos 95 anos. O empresário era presidente do Conselho Consultivo da Todeschini e possuía uma trajetória conhecida nacionalmente no ramo do empreendedorismo. Natural de Bento Gonçalves, iniciou sua vida profissional com apenas 12 anos, como balconista de uma farmácia. Ao longo dos anos, trabalhou num armazém de secos e molhados, como balconista numa agência de automóveis até chegar ao cargo de diretor na Metalúrgica Bento Gonçalves e na Farina S/A, respectivamente.

Em 1971, ele adquiriu ações da Todeschini S/A, reconhecida como uma das mais proeminentes fabricantes de acordeões da América Latina, entretanto com o famoso instrumento já entrando em declínio comercial. Assim, direcionou sua ação para o mercado moveleiro. Após um incêndio que destruiu todas as instalações, iniciou uma caminhada rumo ao desenvolvimento e crescimento do mercado moveleiro brasileiro. Iniciava-se a fabricação de móveis componíveis. Atualmente, a Todeschini S/A é uma das maiores empresas do setor moveleiro, reconhecida internacionalmente, e atuando em diversos segmentos através de suas coligadas Italínea, Criare, Carraro, Avantti, Todesmade, Todesflor, Grato e Todescredi.

Segundo Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, “Farina foi visionário ao integrar na Todeschini uma indústria de móveis com produção robotizada sob demanda, com varejo próprio e exclusivo da marca e mais serviços envolvendo projeto, instalação e financiamento. Tudo isso também incorporando o modelo de negócio de franquias para acelerar sua expansão. Por tudo isso suas iniciativas estratégicas representam um marco na transformação estrutural do negócio de móveis no Brasil e ele deve ser reconhecido e reverenciado por isso”.

Farina integrou ao longo de sua grande trajetória, uma série de entidades empresariais e também sociais. Ele foi presidente do CIC-BG, da Fenavinho, da Apae, do Conselho Administrativo do Hospital Tacchini. Também integrou o Conselho Fiscal do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) ininterruptamente entre os anos de 1977 e 1987, além de ter ocupado a função de diretor de Exposição Industrial na 1ª e 2ª edições da Mostra do Mobiliário, hoje a feira Movelsul Brasil.

Claúdia Bittencourt, diretora-geral do Grupo Bittencourt lamentou partida do fundador da Todeschini. “Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Sr. Farina durante um período de convivência profissional com seus filhos, gestores das empresas do Grupo Todeschini, e com grande parte de seus colaboradores. Uma pessoa simples e muito carismática que trazia no seu semblante a expressão alegre e acolhedora com qualquer pessoa que dele se aproximasse. Na cultura da empresa e em todas as ações para o seu desenvolvimento ficou sempre muito visível o quanto ele conseguiu impregnar de seus valores morais, éticos, o respeito pelo ser humano e a garra de um empreendedor nato, inovador e incansável. Um homem admirável”, disse.

O empresário deixou a esposa Lourdes e quatro filhos: João, Paulo, Ricardo e Virginia, além de oito netos, dois bisneto, três noras e um genro.

* Imagem reprodução

Redação

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