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O presidente do Banco dos Brics, o brasileiro Marcos Troyjo, disse neste domingo (13) que o Brasil deve investir em reformas estruturais para ter condições de aproveitar melhor as oportunidades pós-pandemia.

Troyjo afirmou que o mundo atravessa um momento de metamorfose na globalização, depois de passar por um processo acentuado de abertura em 1989 (depois da queda do muro de Berlim) a 2008 (início da crise financeira).

“A crise de 2011 nas economias da Europa e a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia começaram a colocar em xeque esse mundo”, disse. “Nessa pandemia, a economia global pediu um tempo, um time out, mas vai voltar à quadra”, afirmou, em transmissão do evento Global Retail Show.

“Hoje, há mais protecionismo no mundo, há mais restrições a trocas de produtos manufaturados, a trocas de serviços; há mais restrições a fluxo de capitais”, afirmou. “Isso não significa que a globalização parou. Ela perdeu seu ritmo”, afirmou o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), informalmente conhecido como Banco do Brics por ter como países-membros originais BrasilRússiaÍndiaChina e África do Sul.

Para Troyjo, o futuro deve ser moldado por 4 tendências, todas com implicação sobre a área de varejo.

A 1ª é o aumento da importância do E7, bloco dos 7 países emergentes formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia, que já tem 1 PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 53 trilhões – US$ 13 trilhões acima ao do grupo G7, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Segundo ele, a perspectiva é de redesenho das cadeias globais de valor, com aumento da relevância não só da China, mas da Índia, que tende a se tornar o país mais populoso do mundo. “Isso tem um gigantesco impacto sobre o varejo.”

“A China não é mais um país de baixo custo. Hoje, a diferença de remuneração da força de trabalho, em relação à dos Estados Unidos, é de 10%. Conforme os chineses vão tornando sua economia mais sofisticada, empurram uma parte de suas indústrias para países como Paquistão, Indonésia e Índia, que cresceu mais”, afirmou.

De acordo com o economista, esse cenário traz vantagens competitivas para países como o Brasil, que tem vocação no setor de agronegócio e mineração.

Outra tendência acentuada é a digitalização. “Temos o desafio da conectividade. O acesso às redes de internet tem que ser considerado tão importante como ferrovias, ainda que não possamos esquecer a infraestrutura tradicional”, disse Troyjo. “Em vez de Inteligência Artificial tem que ser Inteligência Aumentada.”

A 4ª característica está nas pessoas. “O talento é fator mais determinante na economia global. A nova era dos talentos inclina-se para a complexidade, para a multiplicidade de funções. É preciso ser um bom profissional de marca, mas saber ler 1 contrato jurídico. As conexões serão fundamentais, seja do ponto de vista do indivíduo, seja do ponto de vista das empresas, seja do ponto de vista dos países.”

Para Troyjo, há muitas oportunidades para empresas brasileiras que fiquem atentas a essas tendências. “Se a gente se fixar nossas reformas estruturais internas, se não nos fecharmos, o cenário que se descortina pode ser bastante favorável para o Brasil.”

Com informações do portal Poder 360.
* Imagem reprodução

Redação

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