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8 lições sobre o futuro do setor de eventos e entretenimento

O setor de eventos e entretenimento – mais afetado durante a pandemia com 98% da categoria atingida – representa 4,32% do PIB nacional, gera 7,5 milhões de empregos diretor, indiretos e terceirizados e paga cerca de R$ 50 bilhões de impostos. Com a chegada da crise, 57% das empresas foram obrigadas a fechar, decisão que atingiu segmentos como branded experience, patrocínios, artistas, produtores, equipes de apoio, parceiros, cenografia e muitos outros.

Uma das alternativas foi recorrer ao digital, com as famosas lives, elevando o Brasil ao patamar de líder no ranking mundial de transmissão ao vivo por artistas no yotutube. Os dados foram expostos por Allan Barros, CEO da Pullse, que destacou o papel social de toda mobilização na internet. A todo, mais de R$ 6 bilhões foram arrecadados em todo território nacional – foram 460 mil doadores, 511 campanhas e 120 lives. “O boom das lives é inegável e marcou passagem, porém, atingiu um pico de saturação e queda de interações”, comentou Allan ao citar que atualmente as buscas por lives não chegam a 25% do que eram no seu auge.

Com isso, novas ou reformuladas experiências físicas surgiram. A volta dos cinemas drive-in, busca por zoos safaris, surgimento de show drive-in, além de palestras e stand-up.  Para Allan, uma coisa é certa, a pandemia vai acabar e as pessoas vão querer se reencontrar. “As novas tecnologias não vão substituir a necessidade do encontro e da celebração”, disse.

Como marca a gente nunca pode sair falando só o que a gente quer, porque, necessariamente, isso pode não ter relevância para o consumidor. A relevância permeia tudo que a gente fala. Essa é a opinião de Vanessa Brandão, diretora Sênior de Marcas Premium da Heineken Brasil. “Se eu oferecer uma experiência que tenha relevância e conexão ao meu consumidor, ele vai sempre se lembrar da marca. Ser relevante é responder o contexto de forma criativa e ousada”, comentou.

Novos canais para o consumidor

A crescente dos eventos em ambiente digital é um marco que vai ganhar ainda mais espaço, como o exemplo do Fortnite, com Travis Scott promovendo um show dentro da plataforma com 27 milhões de pessoas é um grande exemplo para reforçar essa teoria. “Existem muitas possibilidades que o virtual e o físico podem nos proporcionar e as marcas precisam aproveitar esse canal”, explicou.

Sobre o e-commerce, Vanessa lembrou que aqueles que não sabiam comprar no online precisou aprender, comportamento que ganhou aderência muito fácil e fez com que os consumidores se acostumassem com a comodidade de ter tudo na porta da nossa casa. “Vamos precisar pensar em como criar experiência para as pessoas que não têm mais paciência de esperar mais. Para a gente ser relevante teremos de mudar um pouquinho a nossa forma de fazer as coisas, comentou.

Um passo de cada vez

“Não fazemos futurologia, mas acreditamos que quando voltarmos ao Rio no ano que vem a conversa já não será igual à que temos agora”, disse Roberta Medina, vice-presidente Executiva do Rock In Rio ao comentar sobre a não realização do evento este ano no Brasil. “O cancelamento do festival no Brasil, neste momento, foi a melhor decisão que tomamos.”

Ao comparar a situação com Portugal [que adiou e não cancelou o evento] Roberta afirmou que o país não conseguiu lidar da melhor forma com a pandemia e defende que “o maior desafio do Brasil é a falta de liderança e visão de liderança. Cada um diz uma coisa”. A executiva aproveitou o tema para elogiar a forma como Portugal lidou com a situação. “A união dos políticos dá mais confiança às pessoas, independentemente deles também não terem as respostas”, comentou.

Estúdio em casa

Sobre as dificuldades da quarentena, Rogério Flausino, cantor da banda Jota Quest, comentou que o pior foi a composição de músicas novas. “Confesso que não consegui escrever nessa pandemia, agora está dando uma aliviada. Eu realmente não consegui escrever, todo mundo ficou muito ansioso, muito travado. Mas apesar de tudo, está bacana para o Jota Quest, lançamos canções, fizemos lives e estamos compondo discos”, comemorou.

Uma das músicas lançadas durante a quarentena foi ‘O Voz do Coração’, com participação do rapper Rael, e o cantor explicou todo o processo de criação da música. “Foi um negócio muito legal. Em 15 de março caiu nossa primeira turnê na Europa e começamos a olhar para as músicas que tínhamos e achamos A Voz do Coração, era meio ‘demo’, fomos arrumando a distância e pensamos em uma parceria e lembramos do Rael, todos somos fãs dele. Mandamos para ele, ele gravou no estúdio, cada um de nós se filmou em casa e o clipe nasceu. Era uma música alegre para o momento e deu tudo certo, ficamos muito felizes”, explicou.

Para finalizar, o artista fez uma provocação ao citar que “o Brasil não vive uma crise política, ele vive uma crise moral.”

Lições sobre o futuro do setor de eventos e entretenimento

O bate-papo, encerrado com a música “Dias Melhores”, da banda Jota Quest, rendeu oito insights:

  • A verdadeira transformação tem que ser humana;
  • Invista na relevância com o seu consumidor;
  • Resgate a memória afetiva do seu target;
  • Em uma crise, direcione uma parte da sua capacidade de produção para resolver algum problema social;
  • Consciência é uma palavra-chave para o futuro;
  • Transparência é o melhor caminho sempre;
  • Entretenimento é o melhor remédio para a nossa alma;
  • Atitude positiva tem poder de superar quaisquer obstáculos.

* Imagem reprodução

Redação

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