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Guedes defende novo IR e pede a empresários “um pouco mais de cidadania”

Ministro comentou proposta de reforma tributária apresentada pelo governo na semana passada

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta quinta-feira (1º) a proposta de reforma tributária do imposto de renda apresentada pelo governo na semana passada.

“Eu falo com amigos do mercado financeiro e peço ajuda para tributar da forma certa. Ou vai ser cirurgia de córnea com picareta, vai arrancar o olho para tentar tirar um cisco”, afirmou, em evento virtual organizado pelo empresário Abílio Diniz. “Não vamos fazer nada precipitado, que mutile, que espante o brasileiro do Brasil”, completou.

Ao defender a tributação de dividendos em 20%, Guedes pediu que os grandes empresários tenham “um pouco mais de cidadania”. “Queremos que ele pague um impostinho mais razoável, em vez de ter engrenagens já preparadas para não pagar. Queríamos fazer um barulho inicial, e agora vamos calibrar junto com os tributaristas”, afirmou.

Queda de tributação de PJ

O ministro repetiu que o governo deve “acelerar bastante” queda da tributação de empresas para convencer os empresários sobre a tributação da distribuição de lucros e dividendos em 20%.

“Queremos confortar os empresários que acham que serão tributados de um lado e de outros. Mas não. A queda do lado das empresas tem que ser robusta, substancial, importante, grande o suficiente para todo mundo entender que estamos fazendo o jogo combinado. Vamos tributar os dividendos, mas vamos reduzir a cobrança de empresas e dos assalariados”, afirmou.

Para o ministro, não faz sentido tributar o trabalhador que ganha R$ 1,9 mil enquanto o milionário paga zero em dividendos. “Depois todos nós vamos fazer filantropia, somos muito bonzinhos e usamos as isenções fiscais para ajudar os pobres. Vamos parar com isso. Vamos tributar mais a nós mesmos e menos aos mais pobres, vamos fazer a coisa direito”, completou.

Guedes voltou a atacar subsídios concedidos a poucas empresas em valores bilionários. “Cada um que fica isento, pesa mais para todo mundo. Essa isenção não é baseada em mérito, mas em cacife junto a governos passados. Não podemos conviver com miséria de um lado e privilégio colossal de outro”, enfatizou.

Com informações Estadão Conteúdo (Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli)
Imagem: Agência Brasil

Redação

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