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AliExpress e Shopee ampliam disputa pelo e-commerce no Brasil

Empresas aproveitam boom do comércio eletrônico e dão mais atenção a sellers locais

De olho no boom do comércio eletrônico, o AliExpress, do grupo chinês Alibaba, e a Shopee, de Cingapura, estão expandindo suas operações no Brasil. Ambas as empresas estão criando novas soluções para os consumidores e dando mais atenção aos sellers locais.

As empresas estão concorrendo mais de perto, assim, com players nacionais, como Magazine Luiza e Mercado Livre. “É o efeito globalização no consumo impulsionado pelo aprendizado e crescimento do comércio eletrônico aqui no Brasil. A chegada de empresas estrangeiras, principalmente asiáticas, mostra o potencial do ‘comércio transfronteiriço’. Agora aperfeiçoado e com menor lead-time de entrega. Os brasileiros experimentaram e curtiram as pechinchas asiáticas e para os sellers brasileiros abrem alternativas frente aos tradicionais marketplaces. Mais uma mostra de que os modelos tradicionais de negócios estão sendo testados diariamente”, analisa o head de Consultoria da Gouvêa Consulting Alexandre Machado.

Há alguns dias, o AliExpress abriu o marketplace para comerciantes brasileiros. As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras agora serão capazes de realizar transações locais, além de fazer compras globalmente no AliExpress. “Esperamos impulsionar o desenvolvimento da economia brasileira apoiando digitalmente as pequenas e médias empresas locais”, disse o chefe de aquisição de comerciantes da AliExpress, Yaman Alpata.

O AliExpress entrou na América Latina há quase uma década para oferecer aos compradores locais a oportunidade de comprar produtos diretamente de vendedores e fabricantes no exterior. As iniciativas regionais da plataforma começaram globalmente no início de 2019. Com milhares de comerciantes registrados neste mês, o Brasil é um dos mercados de crescimento mais rápido fora da China a aderir à iniciativa, depois de Rússia, Espanha e França, diz a empresa.

Quando o AliExpress entrou no Brasil, há uma década, os primeiros usuários eram principalmente consumidores urbanos de alta renda e alto nível educacional que viviam em áreas metropolitanas como São Paulo ou Rio de Janeiro. “Durante o ano passado, o perfil geral de nossos novos usuários mudou para refletir os principais consumidores do Brasil, o que significa que o mercado de massa está começando a adotar compras online e internacionais”, disse o chefe de crescimento de usuários na América Latina, Ken Huang. A plataforma reduziu sua taxa de comissão de 8% para 5% a partir de agosto.

Expansão do Alibaba

Com sede no centro de negócios de São Paulo, a equipe local do AliExpress configurou redes de pagamento digital e logística local para apoiar sua expansão em todo o País. Ao usar o braço de logística internacional da Alibaba, Cainiao Network, a plataforma juntou forças com uma dúzia de parceiros locais da Cainiao para fornecer serviços de entrega. Todos os pedidos locais feitos pela Cainiao no AliExpress terão descontos de até 50% nas tarifas normais.

O AliExpress também fez parceria com o braço de pagamento digital da Alibaba, Alipay, para apoiar as empresas na criação de contas, pagamentos e saques em moeda local, o que significa um fluxo de caixa melhor e mais rápido para os vendedores brasileiros. Além disso, a plataforma está lançando opções flexíveis de parcelamento entre 6 a 12 meses para apoiar uma grande parte da população financeiramente vulnerável durante a recuperação da pandemia.

A plataforma também oferece treinamento online em larga escala para seus comerciantes recém-integrados a partir de 1º de setembro. Executivos e especialistas em comércio eletrônico vão compartilhar dicas e know-how com os participantes. “A Alibaba é uma empresa chinesa de tecnologia, mas também temos a visão de atender aos consumidores em todo o mundo. A adição de vendedores locais foi um marco importante. Ao mesmo tempo, os compradores podem desfrutar de milhões de listagens de produtos do Brasil e do mundo”, disse Huang.

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Um dos apps mais baixados

A plataforma de comércio eletrônico Shopee tem, hoje, um dos aplicativos de compras mais baixados do Brasil. Diferentemente da concorrente chinesa, que demorou 11 anos para se abrir ao mercado local, ela fez isso já após o primeiro ano por aqui.

A empresa, que pertence à Sea Ltd, conquista usuários para seu mercado de baixo custo com uma abordagem baseada em minijogos no aplicativo que oferecem cupons. Ela combinou as compras online com seu braço de jogos para celular Garena – criador de “Free Fire”.

A incursão da Sea no Brasil é apenas uma etapa de sua ambição global. O braço de investimentos Sea Capital também estaria considerando colocar dinheiro em startups na América Latina, segundo a agência de notícias Reuters. A empresa também levou a Shopee para o Chile, Colômbia e México.

O maior desafio do Sea para a Shopee Brasil é a entrega. Ela reduziu sua dependência do sistema postal local neste ano em favor de transportadoras privadas, mas ainda está competindo contra rivais com serviços de entrega proprietários. Ainda segundo a Reuters, a Shopee pretende ter um parceiro de logística por País da região.

Também recentemente, a plataforma passou a contar com uma página dedicada a grandes marcas no Brasil. A Shopee Oficial já conta com mais de 30 empresas, como Nivea, Reserva, Empório Nestlé, Free Fire, Faber-Castell, Duracell, Mundo Danone, Everlast, Philips, Huawei, Realme e Black&Decker, que oferecem mais de 15 mil produtos em diversas categorias com o selo vermelho “Oficial” e preços diferenciados.

Imagens: Divulgação

Redação

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