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Aumento da Selic implicará em custos maiores ao comércio, diz Associação Comercial

Para entidade, é preciso definir situação fiscal para a valorização do Real e a queda dos preços

Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o Copom (Comitê de Políttica Monetária) apertou ainda mais os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Copom  elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 6,25% para 7,75% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam reajuste para 7,5% ao ano. Esse é o nível mais alto desde outubro de 2017, quando estava em 8,25% ao ano.

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as autoridades monetárias deveriam considerar que a pressão sobre os preços decorrem mais de problemas de oferta, não justificando, portanto, aumento maior da taxa de juros.

“Para o comércio e todo o setor produtivo, a elevação da Selic implicará em custos maiores e em mais dificuldades de acesso ao crédito”, disse. “O que se espera agora é que o Executivo e o Legislativo definam claramente a situação fiscal, o que contribuiria para a valorização do Real e a queda dos preços”, afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial.

Escalada de aumento

Esse foi o sexto reajuste consecutivo na taxa Selic. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, o reajuste passou para 1,25 ponto em setembro.

Com a decisão de hoje (27), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos em ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Esse foi o maior aperto monetário em quase 20 anos. A última vez em que o Copom tinha elevado a Selic em mais de 1 ponto percentual tinha sido em dezembro de 2002. Na ocasião, a taxa tinha passado de 22% para 25% ao ano, com alta de 3 pontos.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o indicador fechou no maior nível para o mês desde 1994 e acumula 10,25% em 12 meses, pressionado pelo dólar, pelos combustíveis e pela alta da energia elétrica.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 8,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode estar desatualizada com a possibilidade de que o teto de gastos seja alterado.

Com informações de Agência Brasil

Imagem: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

Redação

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