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Inovação é o caminho para que corporações e startups colaborem mais entre elas

Burocracia e a hierarquia das empresas tendem a atrapalhar os processos de inovação

A inovação é o caminho para que empresas e startups colaborem umas com as outra. Esse foi tema do painel na 13ª edição da Campus Party Brasil. A palestra foi realizada em parceria com o Sebrae, e teve Vinny Machado como palestrante. A Campus Party Brasil é realizada pelo Instituto Campus Party e pela Gouvêa Experience, área de eventos da Gouvêa Ecosystem. A Mercado&Consumo é parceira de mídia do evento.

Machado é empreendedor há 16 anos, eleito melhor mentor do Brasil em 2019, pelo Startup Awards, e cofundador do Grupo Votex Ventures. Ele destacou que o fundamental para integração das startups com as empresas é elas falarem a mesma língua, que é a da inovação.

Embora a associação entre as palavras inovação e tecnologia ocorra, Machado alerta que inovação não é apenas tecnologia. “Um processo novo, uma forma diferente de pensar ou reorganizando um espaço, você já pode trazer inovação se de fato você resolve um problema que estava persistente e ninguém estava resolvendo das formas anteriormente”, afirma Machado.

Vinny também destacou como faltam canais de comunicação claros entre as empresas, as startups e os  empreendedores que querem entregar valor. Ele citou como, muitas vezes, a comunicação é falha por parte das empresas e que isso pode fazer com que elas percam oportunidades.

Pelo lado das startups, o executivo definiu como importante entender o momento e escolher a pessoa e o  momento certos para entrar em contato com uma empresa. “O momento certo é quando você já validou, tem um protótipo mínimo com uma empresa que aceitou trabalhar com você e agora está solido como negócio para entregar isso para outras empresas.”, finaliza Vinny.

Por fim, Machado cita as duas maneiras que ele acredita serem as melhores para ambas conseguirem trabalhar e colaborar: a conexão e a integração. A integração consiste em aprender como as startups fazem para aplicar dentro da própria empresa. “Eu vou fazer um programa de futurização, dar treinamentos para os meus colaboradores, programas de inovação ou até criação de startups internas”, completa Machado.

Já a ideia de conexão tem como fundamento criar negócios de benefício mútuo e plugar no mercado de startups. Nesse caso, entram os programas de aceleração e mentoria de startup, hubs de inovação, investir em startups ou criar uma venture builder. O foco desse meio é adquirir inovação e manter a relevância no mercado.

A inovação corporativa

Segundo Machado, alguns pontos nas dinâmicas atuais impedem que as empresas consigam realizar inovações corporativas. Entre eles, a burocracia e a hierarquia das empresas tendem a atrapalhar os processos de inovação, tanto pela quantidade de regras, como pelo ego dos gestores. Já nos casos das startups, os processos costumam ser mais rápidos e horizontais.

Outro ponto que o empreendedor cita é a cultura de aversão ao erro que existe nesses locais de trabalho. E junto a isso, o foco no curto prazo, em que as empresas tendem a focar no próximo trimestre ou semestre.

“É importante que nas empresas a área de inovação seja tratada como se ela fosse uma startup. Eu vou testar coisas, eu vou validar, eu vou pivotar um monte também e eu vou ter uma jornada de crescimento ali assim como as startups têm”, finaliza Machado.

Imagem : Marcelo Audinino

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