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Cargill pretende remover toda gordura trans produzida de óleos comestíveis

A companhia informou que será a primeira fornecedora global a cumprir o padrão da OMS

A multinacional de alimentos Cargill pretende remover toda a gordura trans produzida industrialmente de seu portfólio global de óleos comestíveis, anunciou a companhia nesta segunda-feira (6). Isso permitirá que a Cargill e seus clientes cumpram até o fim de 2023 o padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de no máximo 2 gramas de ácidos graxos trans produzidos industrialmente (iTFA, na sigla em inglês) por 100 gramas de gorduras/óleos, disse a empresa.

A companhia informou que será a primeira fornecedora global a cumprir o padrão da OMS em todo o portfólio de óleos comestíveis, e que fará investimentos para atualizar várias instalações.

Atualmente, cerca de 89% de seu portfólio de óleos comestíveis já atende ao padrão da OMS.

Fábrica especializada em pectina

Em setembro, a Cargill inaugurou no Brasil, ao custo de R$ 550 milhões, uma fábrica especializada em um ingrediente alimentício conhecido como pectina. Podendo ser obtida da casca da laranja, a pectina é uma fibra solúvel própria para compor soluções que atuam como estabilizante, espessante e gelificante de alimentos industrializados.

Presente sobretudo em produtos como bebidas lácteas, iogurte, geleia, doces e balas, a pectina funciona, inclusive, como substituto da gelatina em dietas livres de proteína animal.

Surfando a onda dos produtos plant based, a pectina vem apresentando ano a ano aumento global da demanda. A nova fábrica foi planejada para abastecer o mercado local e exportar para países da Europa e Ásia.

A unidade fica em Bebedouro, tradicional polo de produção de laranja do interior paulista. A localização facilita o acesso às matérias-primas, pois as laranjas são cultivadas a poucos quilômetros das linhas de processamento.

Bebedouro exibe histórico de quase 100 anos de produção de laranja. Entre as décadas de 1970 e 1980, a cidade chegou a ser chamada de “Califórnia brasileira”. A própria Cargill operou na região por 30 anos uma fábrica de suco de laranja e derivados, que acabou vendida em 2004.

Com informações de Estadão Conteúdo (Dow Jones Newswires)
Imagem: Shutterstock

Redação

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