Varejo paulista fecha 2021 com alta de 10,2% e cria 1 milhão de postos de trabalho formais

Crescimento foi  superior ao patamar alcançado em 2019, quando o setor avançou 6,1%

Com uma combinação de circunstâncias conjunturais, como o pagamento do auxílio emergencial e os aumentos do crédito e do emprego formal, o varejo paulista cresceu 10,2% em 2021. O crescimento foi  superior ao patamar alcançado em 2019, quando o setor avançou 6,1%, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No ano passado, houve criação de cerca de 1 milhão de novos postos de trabalho formais. O setor de moda, que havia chegado ao fim de 2020 com retração de mais de 20% de participação no varejo, cresceu cresceu 18,1% no ano passado, ficando atrás apenas de autopeças e acessórios (18,2%) e materiais de construção (22,4%) – este último beneficiado pelo home office e pelas reformas adiadas no passado, que puderam ser realizadas em razão de menos gastos com turismo, lazer e refeições fora do lar.

Segundo a entidade, o resultado positivo se deve à demanda reprimida ao longo de um ano de consumo (destinado apenas a bens essenciais) e foi possível graças à flexibilização quase plena do horário para funcionamento das lojas e o pagamento, ainda que em menor escala, do auxílio emergencial, representando um importante reforço na renda destinada ao consumo.

Já o segmento de materiais de construção, que havia apresentado as maiores taxas positivas em 2020, voltou a registrar desempenho substancial por causa do aquecimento no mercado imobiliário, criando a necessidade de reformas e adaptações típicas de mudança de domicílio pelas famílias.

Setores que desaceleraram

No sentido inverso, os setores de eletrodomésticos e eletrônicos (-4,5%) e os supermercados (1,4%) arrefeceram após forte crescimento em 2020. No primeiro caso, a desaceleração está relacionada à característica cíclica do setor (como é típico de setores que comercializam bens duráveis).

Eletrodomésticos e eletrônicos conseguiram expandir as vendas em quase 6% em 2020, taxa superior à média anual de crescimento registrada nos anos entre 2016 e 2019, que foi de apenas 2,8%.

O setor de supermercados alavancou suas vendas em 2020 em decorrência das circunstâncias da crise sanitária. Segundo a Fecomercio, a desaceleração em 2021 é um movimento natural de retorno aos padrões históricos.
Imagem: ShutterStock

 

Redação

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