Internacionalização das marcas volta a ganhar força, aponta pesquisa da ABF

Setores de moda, saúde e alimentação foram os que mais aumentaram a presença no exterior

O movimento e a tendência de internacionalizar marcas brasileiras retomou com força durante o ano de 2021. É o que aponta o estudo anual realizado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), que registrou um aumento de 12% no número de marcas brasileiras no exterior, que passou de 163 para 183, considerando todos os formatos de operação: unidade própria, franqueadas, máster franchising, desenvolvedor de área, exportação e joint venture.

O setor de rede Made in Brasil também apresentaram crescimento, de 106 para 114 no exterior. Entre os motivos estão a retomada dos negócios com o controle da pandemia, a busca por novos mercados, ampliar faturamento em moedas fortes e diluir riscos de investimento.

“A expansão está no DNA das redes de franquias e a internacionalização é um próximo passo natural, ainda mais para aquelas com um certo grau de maturidade e capacidade de gestão e investimento”, afirma André Friedheim, presidente da ABF. Ele completou dizendo que o primeiro ano de pandemia foi de cautela e adaptação; já o segundo, com sinais de normalidade, foi de retomada de planos.

Entre os países com mais marcas brasileiras, os Estados Unidos seguem liderando o top 10, e passaram de 61 marcas para 69 em 2021. Na segunda colocação fica Portugal, que passou de 41 para 51, e o Paraguai segue na terceira posição, indo de 36 para 44 marcas.

Natan Baril, diretor de internacionalização da ABF, comenta que as redes brasileiras que já tinham planos de internacionalizar suas marcas decidiram retomar seus projetos. “Mercados atraentes pela dimensão econômica, como os Estados Unidos; ou pela similaridade da língua, por ser uma porta de entrada para a Europa, entre outros fatores, como Portugal; ou pela proximidade e regras tributárias mais simples, como o Paraguai, servem de laboratório para as marcas que desejam iniciar a internacionalização”, explica Baril.

Os setores que cresceram

Analisando os segmentos que cresceram, o setor de moda foi o que mais cresceu, de 36 para 44 marcas no exterior, e segue liderando o ranking de presença brasileira no exterior. Na segunda posição está o setor de saúde, beleza e bem-estar, que subiu de 34 para 36, e em terceiro lugar o setor de alimentação, que conta 27 unidades no exterior.

O estudo da ABF também apontou que ocorreu um movimento tanto de redes brasileiras que intensificaram sua presença no exterior, como Casa Bauducco e Ornare, como também das que estrearam internacionalmente, caso da Fichips Foods e Mais Top Estética. No ramo da alimentação, também, houve um destaque exclusivo para as marcas do ramo de açaí e a retomada das exportações pelas franquias de Moda.

Analisando o movimento inverso, de empresas internacionais que vieram para o Brasil, a média se manteve e passou de 205 marcas para 206. As norte-americanas lideram com 84 marcas no país, seguido de Portugal com 20 e Espanha com 16.

Imagem: Shutterstock

Redação

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