Inflação é o principal desafio para o setor de foodservice, aponta pesquisa

Delivery se mostrou uma estratégia importante durante a pandemia e 71% dos entrevistados consideram este canal lucrativo

Apesar das melhoras nos índices da pandemia, diminuição das restrições e avanço da vacinação no Brasil, o segmento de foodservice ainda sofre com o momento econômico atual. De acordo com pesquisa recente realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), consultoria Galunion e pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), 83% dos entrevistados citaram a inflação como o maior desafio a ser enfrentado em 2022.

O estudo foi feito entre os dias 17 de março e 7 de abril deste ano e contou com a participação de 817 empresas de todo o território nacional e com perfis diferentes, redes e independentes, que representam 14 mil lojas.

A preocupação principal baseia-se na divulgação dos índices atuais, como o IPCA, que atingiu a marca 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, segundo dados do IBGE. Esta foi a maior taxa para o mês de março desde 1994, antes do Plano Real, e a maior inflação mensal desde janeiro de 2003.

“A inflação certamente é o maior desafio do setor para 2022, pois seu impacto é duplo, seja nos custos diretos como aluguel, CVM e outros, mas também no passivo das empresas”, comentou Fernando Blower, diretor executivo da ANR. Ele completou dizendo que a inflação e pode prejudicar a escalada de recuperação das partes do foodservice que já começaram a melhorar o ambiente de negócios.

De fato, o estudo apresentou dados que mostram uma diminuição no número de empresas endividas. Na edição anterior, realizada em novembro de 2021, 55% se declararam endividadas em comparação aos 41% da pesquisa mais recente. Entre os endividados, 15% disseram que irão demorar mais de 3 anos para quitação e 23% entre 1 e 2 anos.

Volta do consumidor

A retomada do consumidor também foi outro dado medido na pesquisa. No levantamento feito no final do ano passado, somente 34% das empresas disseram que os consumidores já haviam retomado os hábitos de consumo de antes da pandemia. Na desse ano, o percentual é de 51%, um aumento de 17 pontos percentuais.

Paulo Camargo, presidente do IFB, destacou que os resultados das pesquisas mostram que o consumidor está retomando os hábitos de maneira gradual, o que leva a ter expectativas positivas. “Um ponto significativo é a atenção ao food service dentro dos canais digitais e a constante demanda na qualidade das operações de delivery”, completou o executivo.

Já para Simone Galante, CEO da Galunion e responsável pela pesquisa, é visível uma renovação nas operações e cardápios, além da chegada de novos negócios ao setor, muito focados no digital. “Vale destacar a importância que o delivery trouxe para o food service, devido às mudanças de hábitos dos consumidores. Os dados revelam que 89% dos ouvidos operam com delivery, e que 71% consideram este canal lucrativo”, destacou a executiva.

Simone também explicou que outras estratégias dos estabelecimentos tem ganhado espaço. “Lançar produtos com novos sabores e texturas, com 57% das intenções, focar em promoções, ofertas do dia e ações de valor, com 52%, lançar produtos sazonais, frescos ou artesanais, representando 27%”, explicou.

Imagem: Shutterstock

Redação

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