Connection NRA Show 2022 traça paralelos entre foodservice dos EUA e do Brasil

Líderes de entidades que representam o setor destacam semelhanças e diferenças entre os dois países

O foodservice foi fortemente prejudicado pela crise gerada pela pandemia de covid-19 e segue enfrentando desafios, como inflação alta e dificuldades de abastecimento. Essas são realidades comuns aos Estados Unidos e ao Brasil, ainda que vividas de forma diferente por cada país, destacam líderes de entidades que representam o setor e que participam do Connection NRA Show 2022.

O festival reúne em Itu, no interior de São Paulo, executivos de toda a cadeia do foodservice para debater os aprendizados da NRA Show 2022, um dos maiores eventos do setor, que foi realizado entre os dias 21 e 24 últimos em Chicago, nos Estados Unidos. O Connection NRA Show 2022 é realizado pela Mercado&Consumo e pela consultoria Gouvêa Foodservice.

“O que se viu nos Estados Unidos é muito semelhante ao que se vê por aqui. O setor está endividado, com dificuldades enormes para rentabilizar o negócio por causa da inflação e dos juros altos”, analisa o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci.

Solmucci chama atenção, porém, para uma diferença importante. Os Estados Unidos enfrentam atualmente uma grave crise de mão de obra, o que tem feito restaurantes fecharem as portas mais cedo. “Aqui, para o bem do setor, não temos esse problema.”

O presidente-executivo da Abrasel comenta, ainda, que o foodservice brasileiro teve ganhos de produtividade expressivos na última década, ainda que haja desafios quando se fala em criação de canais digitais e integração desses canais, por exemplo. Para ele, esses ganhos têm permitido que o setor não aumente custos acima da inflação do País.

A diretora-executiva do Instituto Foodservice Brasil (IFB), Ingrid Devisate, também destaca semelhanças e diferenças entre a situação do foodservice nos EUA e no Brasil. Ela cita o fato de que, lá, em 2020, o setor registrou queda de 36%, enquanto no Brasil foram 34%. Em 2021, o recuo foi de 18% e de 11% nos EUA e no Brasil, respectivamente.

“Eles enfrentam problemas que são comuns aos nossos, como dificuldades de contratar, reter e capacitar, além de uma inflação que surpreendeu a todos e foi a maior dos últimos 40 anos. A diferença é que a gente está acostumado com isso. O brasileiro sabe como enfrentar as dificuldades com relação aos custos e ao abastecimento”, pontua.

Ingrid Devisate destaca ainda o papel importante que entidades como o próprio IFB têm ao reunir representantes de toda a cadeia foodservice e, assim, ajudar as empresas em temas como inteligência de dados, transformação digital e questões jurídicas. O IFB é formado, atualmente, por 75 empresas.

A diretora de Relacionamento, Microfranquias e Novos Formatos da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Adriana Auriemo, diz que a entidade visa difundir informações sobre o setor, permitir networking e trabalhar para criar um bom franchising no País. Atualmente, a ABF tem mais de 1.400 associados.

Imagem: Divulgação

Redação

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